Esportes
Brasil inicia a busca pelo ouro
O gramado da Granja Comary amanheceu ontem com pequenos cones amarelos e laranjas formando desenhos geométricos curiosos, linhas pontilhadas cruzando as tradicionais marcações, fitas paralelas e próximas à linha da grande área. A ?decoração? serve a Rogério Micale, que desde o primeiro dia de treinos quer dar a sua cara à Seleção olímpica de futebol masculino do Brasil. ?As marcações auxiliam nos treinamentos, vamos trabalhar com assimilação mais rápida do atleta, treinos setorizados para entenderem bem o que precisam fazer em cada setor, que caminhos eles podem trilhar. Essa demarcação dá uma noção muito clara dos momentos de um jogo, ofensivos e defensivos, de onde vamos tentar recuperar a posse de bola. Elas trazem uma didática melhor?, afirmou Micale. Com os desfalques de Marquinhos (se apresenta amanhã), Renato Augusto (só chegará no dia 27, já em Goiânia, para o amistoso do dia 30), Douglas Santos (jogou na segunda-feira à noite, portanto ficou na academia) e Rafinha (em fase final de recuperação de lesão na coxa), a comissão técnica teve o reforço de sete garotos das seleções de base para trabalhar pela primeira vez na tarde de ontem. Micale usou um quadro para dar instruções no centro do gramado. Inicialmente, os jogadores de linha trocaram passes em espaço curto, enquanto os goleiros usavam os pés. Fernando Prass e Uilson, reforçados por Daniel Fuzato, do Palmeiras, tinham que sair jogando, de um para o outro, com bola no chão e pelo alto. Depois, eles foram integrados à atividade com os demais. As fitas paralelas à grande área e as linhas pontilhadas paralelas às linhas laterais delimitavam o espaço ? menor do que o campo normal, claro ? em que os times precisavam fazer a bola rodar, de um lado para outro. As fitas mudaram de lugar. Em cada lado do campo, quadrados. Uma outra foi esticada no centro do campo, só que vertical, paralela às linhas laterais. As inversões de jogo para encontrar atletas abertos eram a meta final. Micale aposta muito nesse tipo de lance, para, durante a Olimpíada, apoiar-se no drible, no mano a mano de seus homens de frente contra os marcadores.