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ZANETTI: PRATA EM CASA É MAIS GOSTOSA
Agora são duas medalhas olímpicas na coleção de Arthur Zanetti: o ouro conquistado em Londres e a prata ganha ontem no Rio. E não é que ele prefere a segunda? Logo depois de ser vice-campeão nas argolas, o ginasta brasileiro afirmou valorizar mais a conquista prateada. Por um motivo simples: estar em casa. ?A prata em casa é muito mais gostosa. Estar em casa é muito melhor. Ter Olimpíada em casa é maravilhoso. Com essa torcida, melhor ainda?, disse o ginasta. Arthur Zanetti era a satisfação em pessoa com a medalha no peito. A impressão que passava era a de um atleta satisfeito por ter ganho a prata ? em vez de chateado por não ter conseguido repetir o ouro de quatro anos atrás, que desta vez ficou com o grego Eleftherios Petrounias. ?Isso que é o problema de muita gente: só quer julgar o ouro. Numa Olimpíada, estar numa final é de grande tamanho. Muita gente não sabe o quanto os atletas se dedicam. Olho meus companheiros na Vila e vejo que todos eles são vencedores. Mas conseguir uma medalhinha é muito bom?. O ginasta comentou a dificuldade de se manter no topo do esporte mundial depois de conquistar um ouro. Para ele, o ciclo pós-Londres foi mais complicado do que a tentativa de ser campeão olímpico. ?Foi difícil. Chegar no topo não é fácil, mas se manter é dez vezes mais difícil. Mas me mantive treinando, focado, com objetivos de conquistar novas metas, e é o que conseguimos?. Zanetti foi o 8º e último a fazer sua série. Entrou pressionado pela apresentação excepcional do grego, que cravou 16,000. O brasileiro foi lá e fez 15,766. O bronze ficou com o russo Denis Ablyazin, com 15,700.