Esportes
Bolt chega ao seu terceiro ouro nas Olimp�adas Rio-2016
Não era noite de voo solo. Era noite de trabalhar em equipe e usar o próprio brilho para consagrar os companheiros. Mas mesmo tratando-se de um quarteto, o que todos queriam ver era Usain Bolt cruzar a linha de chegada em sua última prova olímpica. O Raio não decepcionou. Caiu pela terceira vez no mesmo lugar: no topo do pódio. Fechou o revezamento 4x100m da Jamaica com maestria (37s27), levando o país ao tricampeonato da prova e selando a conquista do nono ouro olímpico de sua coleção. Felizes aqueles que estiveram no Engenhão para presenciar a despedida e ver a festa com direito a sambadinha coletiva. Pobres japoneses, que apesar de levarem a prata no Rio não terão a sorte de ver o maior de todos os tempos em ação nos Jogos de Tóquio 2020. O evento por equipes fechou a trinca de Bolt no Rio. No último domingo, o homem mais rápido da história tornou-se o primeiro tricampeão dos 100m. Na quinta-feira, 18, repetiu o feito nos 200m. Foi o nono título do velocista em Olimpíadas: também alcançou a trinca em Pequim 2008 e Londres 2012. A medalha do revezamento na China, no entanto, infelizmente pode ser perdida, devido à descoberta do doping de Nesta Carter. BRUNO LINS O time brasileiro, composto pelo alagoano Bruno Lins, Ricardo de Souza, Vitor Hugo Santos e Jorge Vides tinha ficado em último lugar. Mas a equipe de Trinidad Tobago, que havia terminado em sétimo, também foi eliminada, por pisar em raia adversária, e assim o Brasil subiu da oitava para a sexta colocação, com o tempo de 38s41. Prata nos Jogos Pan Americanos em Toronto, disputado em 2015, Bruno Lins lutava pela sua primeira medalha olímpica. O alagoano bateu na trave nas Olimpíadas de Pequim, quando ficou na quarta posição no revezamento 4x100, sua melhor colocação, até então, em Jogos Olímpicos. A última medalha conquistada pelo Brasil no revezamento 4x100m masculino foi em Sydney, quando o quarteto brasileiro ficou com a prata.