Esportes
Brasil é ouro no salto e na natação
O paratleta Ricardo Costa de Oliveira, 34, do salto em distância, conquistou ontem a primeira medalha de ouro para o Brasil na Paralimpíada no Rio. Ele atingiu a marca de 6,52m e superou o americano Lex Gillete no último salto. O ucraniano Ruslan Katyshev, ouro em Londres-2012, foi bronze. Oliveira compete na categoria T11 (para deficientes visuais). Ele liderou a prova durante a maior parte do tempo, mas foi superado por Gillete no penúltimo salto. A conquista do brasileiro veio com emoção, em sua última tentativa. Após a conquista, Oliveira deu a volta olímpica no Engenhão e foi muito aplaudido pela torcida. Ele é irmão de Silvânia Costa, campeã mundial do salto em distância T11 no Mundial de Doha, no Qatar, em 2015. Ela também competirá no Rio de Janeiro, no próximo dia 16. Ambos perderam a visão em decorrência da Doença de Stargadt, que atua de forma degenerativa. OUTRO OURO A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do País venceu com sobras a final dos 200m livre (categoria S5), ontem, conquistando o tetracampeonato. O altíssimo barulho da torcida antes da largada não tirou a concentração de Daniel Dias. Os gritos, na verdade, serviram de combustível para o brasileiro acelerar desde os primeiros metros. Sem dar chances a qualquer adversário, o multicampeão dominou a prova do início ao fim e bateu em primeiro com tranquilidade, em 2m27s88. Campeão em Pequim 2008 e Londres 2012, o atual recordista mundial conquistou o tri da prova com a vitória na estreia no Rio. PRATA E um pouco mais cedo, o paulista Odair Santos, 35, ganhou a medalha de prata na Paraolimpíada, também no atletismo. Ele ficou com a prata nos 5000m T 11. No Mundial de Atletismo Paralímpico de Doha, em 2015, Odair Santos sofreu com uma hipertermia, caiu três vezes, levantou-se e completou os 5.000m T11 carregado por seu guia. Menos de um ano depois, ele correu até o fim, completou o percurso em 15m17s55 e conquistou a medalha de prata, a primeira do Brasil no evento. O ouro ficou com o queniano Mushai Kimani (15m16s11), enquanto o bronze foi para Bil Wilson, também do Quênia, com 15m22s96.