Esportes
Brasil ganha medalhas no disco, bocha, t�nis de mesa e nata��o
O apelido de Gigante nunca caiu tão bem para Alessandro da Silva como ontem. Com 1,90m e 126kg, o paulista de 32 anos sobrou para ser o melhor da prova do lançamento do disco da classe F11 da Paralimpíada. Com uma marca bem acima dos demais concorrentes no Engenhão, com 43,06m, assegurou a medalha de ouro e o novo recorde paralímpico. A medalha de prata ficou com o italiano Oney Tapia, com 40,89m. O espanhol David Casinos Sierra fechou o pódio com 38,58m. OUTRO OURO Nada como um dia após o outro, diz o velho jargão popular. Após ser derrotado pela dupla mista da Coreia do Sul, domingo, por 4 a 1, pela fase de grupos da categoria BC3 da bocha (deficiências muito severas; usam instrumentos auxiliar, podendo ser ajudados por outra pessoa), o time brasileiro entrou na Arena Carioca 2, ontem, com status de desafiante. O rival era uma pedreira: número um do ranking e campeões paralímpicos de Pequim 2008 e quarto em Londres. Estreantes em paralimpíadas, Antonio Leme, o Tó, Evelyn Oliveira e a reserva Evani da Silva tinham a missão de conquistar o inédito ouro de uma classe que jamais chegara à final. E jogaram muito. E com um atleta a mais. Após começar vencendo por 3 a 0 e permitir a reação da Coreia do Sul, os brasileiros fecharam a decisão por 5 a 2, ganhando o direto de subir no lugar mais alto do pódio. Também na bocha, outra medalha, mas de prata, causou comoção na torcida que foi à Arena Carioca 2, no Parque Olímpico do Rio, ontem à tarde. O trio brasileiro Dirceu Pinto, Eliseu dos Santos e Marcelo dos Santos, bicampeões paralímpicos na categoria BC4, perdeu para a Eslováquia, 4 a 2, após uma partida tensa. Na disputa, só jogaram Eliseu e Marcelo, que são irmãos. Dirceu ficou na reserva.