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RITMOS, SONS E LUZES NO ENCERRAMENTO

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Rio de Janeiro, RJ ? Para a abalada autoestima do brasileiro em tempos de crise econômica, uma honraria anunciada pelo presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven, durante a festa de encerramento dos Jogos Paralímpicos do Rio, na noite do último domingo, 18, foi para lavar a alma: uma medalha paralímpica de mérito ao povo que fez os jogos serem um sucesso. É a mais alta homenagem que o órgão pode oferecer. ?Obrigado Rio, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil?, cantarolou Craven, em um discurso repleto de elogios à organização dos jogos e aos brasileiros. Em um evento que começou tão desacreditado, receber o afago parece ter tocado o público que lotou o Maracanã. E o espetáculo, cujo sobrenome era diversidade, foi ao encontro de sua essência, uma mistura de ritmos, de sons, de luzes, de efeitos e de pessoas de todos os tipos e origens. Tudo simples como um forró pé de serra no quintal, com toques de elegância e beleza lírica. O momento de homenagem aos voluntários, mesmo que esperado e sem efeitos pirotécnicos, ganhou contornos muito brasileiros. Uma outra homenagem também foi representativa, à família do atleta iraniano Bahman Golbarnezhad, 48, que se acidentou e morreu no final de uma prova do ciclismo no sábado, 17, a primeira morte já registrada em Jogos Paralímpicos. O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Nuzman, leu as palavras de pesar. O presidente do comitê internacional também fez uma fala em homenagem ao iraniano e imagens do velocista foram exibidas no telão, seguidas de alguns momentos de silêncio.

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