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PM chama organizada de gangue

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Uma confusão envolvendo torcedores e policiais militares marcou o empate entre Flamengo e Corinthians, por 2 a 2, no Maracanã, domingo. O jogo que reabriu o estádio terminou com 67 pessoas detidas. Destas, 31 ainda estavam sob custódia da Polícia Civil, até o fechamento desta edição, ontem, e seriam encaminhadas a uma audiência. O comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) da Polícia Militar do Rio, major Sílvio Luiz, atendeu a imprensa ontem. Ele respondeu a nota oficial emitida pelo Corinthians criticando as ações. ?A Polícia Militar atuou de forma técnica. Já é praxe mantermos a torcida do time visitante dentro do estádio enquanto ocorre o escoamento dos torcedores do clube local. É lógico que num jogo com mais de 60 mil pessoas, esse tempo de espera vai ser maior. Neste momento, a Polícia Militar aproveitou para, através das imagens que foram colhidas, identificar os agressores ao policiamento e todos os envolvidos na confusão. As pessoas que não estavam na caravana, como mulheres e crianças, foram liberadas antes, como as imagens deixam claro. Trabalhamos para separar essas pessoas dos torcedores das caravanas da torcida organizada?, afirmou. As imagens registradas no estádio mostraram vários torcedores agredindo policiais na área que separava as duas torcidas. Houve tentativa de invasão dos visitantes ao setor destinado aos rubro-negros. ?Estávamos com um efetivo de 230 homens. Porém, alguns haviam sido deslocados para as entradas porque havia um grande número de torcedores tentando entrar com ingressos falsos. Alguns não tinham nem ingressos. Mais de dois mil torcedores ficaram do lado de fora e tentaram invadir o estádio várias vezes, tentando burlar o esquema de segurança. Acredito que houve excesso por parte dos torcedores. Nem chamo de torcida, na verdade, é uma verdadeira gangue. Por isso, na hora que a confusão começou, havia uma quantidade menor de policiais dentro do Maracanã?, explicou.

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