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S�o-paulinos s�o banidos de jogos
São Paulo, SP ? A Justiça de São Paulo acolheu um pedido do Ministério Público (MP-SP) e abriu processo criminal contra cinco torcedores do São Paulo acusados de espancar um torcedor do Palmeiras na estação Barra Funda do Metrô, na capital paulista, em janeiro deste ano. Desde o começo do mês, os são-paulinos, agora réus, ficam proibidos de ir a estádios acompanhar partidas do São Paulo no Brasil e no exterior, além de serem obrigados a apresentar-se em batalhões da PM ou do Corpo de Bombeiros duas horas antes dos jogos. A punição é por tempo indeterminado. Eles só podem sair de lá meia hora após o término das partidas. Nesse período, devem prestar serviços no batalhão e ficam proibidos de acompanhar os jogos pela TV, rádio ou celular. Caso sejam condenados, podem pegar ainda cinco anos de prisão. De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor Paulo Sérgio de Castilho, a agressão aconteceu no dia 20 de janeiro, por volta das 23h20. Os cinco torcedores do São Paulo ? integrantes da torcida organizada Independente ? retornavam de um jogo do time contra o Flamengo na Arena Barueri, na Grande São Paulo, pela Copa São Paulo de juniores. Na Barra Funda, encontraram com a vítima sozinha e uniformizada, um jovem integrante da torcida Mancha Verde, do Palmeiras. Os cinco e mais outros torcedores não identificados teriam, então, pulado a catraca de acesso ao metrô e partido para cima do palmeirense com socos e pontapés. ?Corre que aqui é Independente?, teriam gritado alguns agressores antes de iniciar o espancamento. Houve pânico e correria. Após o espancamento, os integrantes da Independente desceram para a plataforma e tentaram fugir de metrô, mas foram detidos pelos guardas da estação e pela PM. Na revista, ainda foi encontrado um projétil calibre .40 com um deles. Alex Camara Santos, Renan Henrique Silva de Freitas, Mário Sérgio Guido Baldi, José Bruno César de Lima Silva e Igor Clarindo Oliveira foram levados à delegacia e depois liberados. Na decisão que abre o processo, o juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior negou o pedido de prisão preventiva para os cinco são-paulinos, feito pelo MP.