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DESPEDIDA, COM DECLARA��O DE AMOR E GRATID�O

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Na última partida do CRB pela Brasileiro da Série B, o goleiro Júlio César anunciou sua aposentadoria. E, como toda despedida é difícil, não seria diferente a despedida do arqueiro com o Galo. A identificação de Júlio com o Galo é imensa, além de ter tido a oportunidade de defender o clube, ele não esconde o carinho e se declara mais um torcedor da massa regatiana. ?Eu me tornei um regatiano e não falo isso como muitos falam da boca para fora. Me tornei com o passar dos anos, com os títulos e com as derrotas, com tudo que passei nessas quatro temporadas que vestir essa camisa. Não é fácil jogar em clube grande, passei por muitos momentos pra chegar nesse nível de admiração que a torcida tem por mim e que eu tenho pelo clube?, declarou em entrevista exclusiva a Gazeta de Alagoas. O paredão ganhou o carinho da torcida dentro e fora de campo, principalmente por provocar seu maior rival em suas redes sociais. ?As brincadeiras foram sempre respeitosas, faz parte do futebol isso. Tenho um carinho de ?pai para filho? pelo CSA, não posso perder o trocadilho (risos)?, disse. CARREIRA Como é o sonho da maioria dos jogadores se tornarem jogador de futebol, com o Júlio não foi diferente. ?Sempre gostei de futebol, pois meu pai também jogava, ele não chegou a ser profissional, mas jogava no amador e eu sempre acompanhava ele nos jogos, e, isso me fez querer se tornar um jogador. Meus pais sempre me apoiaram, mas minha mãe sempre pegou no meu pé para eu estudar. Então, conciliei os estudos com o futebol?, revelou Júlio. O arqueiro ainda nos revelou que pensou em desistir. ?Várias vezes eu pensei em desistir. A primeira foi quando fraturei a perna em 2003 e fiquei 7 meses parado, cheguei até comprar alguns livros para estudar e prestar concurso?. Mas, como tudo passa, este momento ruim passou e Júlio voltou aos gramados para viver um dos melhores momentos da sua carreira. ?Sem dúvida, um dos melhores momentos que tive no futebol foi em 2004. Na época eu jogava pelo Santo André. Voltei na semi-final da Copa do Brasil, e, conseguimos chegar à final. O nosso adversário era o Flamengo, que era o time que eu torcia também, mas graças a Deus conquistamos o título em pleno Maracanã lotado, com 80 mil pessoas, foi inesquecível aquele momento?, contou. Uma das coisas mais complicadas da vida de um jogador é a convivência com a família por causa das viagens, treinos e troca de clubes. E, para o pai da Júlia,17, e da Luiza, 13, isso é o mais complicado. ?Sem sombra de dúvida é complicado essa situação. Ainda mais a partir de 2011, quando minha esposa decidiu parar de me acompanhar para que as minhas filhas pudessem ficar mais próximas da família e para poderem se instalar em nossa casa, e, escola. Ficar longe delas não foi fácil?, disse. *Sob supervisão

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