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CSA quer anular venda de terreno

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O sonho antigo do CSA de construir um moderno Centro de Treinamento parecia ter ficado no passado. Mas o ano novo começa com a esperança de que a venda, sem o consentimento da maioria dos conselheiros, de um terreno de 48 hectares em Ipioca, no Litoral Norte, seja revertida na Justiça. O negócio teria sido feito para pagar dívidas do clube e, após a mudança de seu estatuto, a área foi negociada por R$ 150 mil. Hoje, estima-se que custe mais de R$ 2 milhões. A área havia sido adquirida na gestão do ex-presidente Euclides Mello, depois que conseguiu vender o meia Adriano Gabiru para o Internacional. À época, já prevendo desmandos futuros, o dirigente garante que ela foi registrada em cartório como sendo intransferível, inafiançável e inalienável. Ou seja, jamais poderia ter sido usada em qualquer transação de qualquer natureza. O presidente Rafael Tenório deu início a uma verdadeira investigação sobre o que aconteceu. A história foi descoberta por acaso durante a retirada de certidões negativas do clube. ?Como estamos negociando tudo que o clube deve, para reequilibrar suas contas, somos obrigados a tirar essas certidões. Foi aí que apareceu uma cobrança do Imposto Territorial Rural (ITR) relativo a um terreno que já nos pertenceu. A dívida já estava em R$ 60 mil?, disse Tenório. Na semana passada, ele conseguiu uma certidão do cartório onde o terreno foi registrado. O próximo passo, segundo explicou Rafael, é conseguir a certidão original. NEGOCIAÇÃO A negociação envolvendo a compra do terreno ocorreu em 2003, durante a gestão do presidente Abel Duarte. Conforme os primeiros levantamentos, o que teria motivado o negócio foi uma dívida contraída pelo clube durante a pré-temporada do ano em que o CSA foi rebaixado para a 2ª Divisão. O objetivo inicial seria garantir a estadia do grupo que estava sendo formado para a temporada. Os atletas ficaram hospedados na Pousada Baleia Azul. O problema é que depois de 90 dias de hospedagem a conta não foi paga e teria chegado à cifra de R$ 50 mil. Em meio às cobranças e à necessidade de evitar novas demandas jurídicas, a saída encontrada foi se desfazer de parte do patrimônio. Foi aí que a solução encontrada envolvia a negociação do terreno, que, de acordo com os levantamentos, teria sido vendido por R$ 150 mil. Com o dinheiro, o clube pagou o que devia e ainda investiu parte do valor na aquisição de um ônibus, que, posteriormente, acabou sendo vendido. ?Conversamos com o presidente da época e ele me falou que foi feita uma reunião do conselho, mas que para isso deveria ter 50% mais um. E aí alteraram o estatuto para poder vender o terreno. Mas o ex-presidente Euclides me garante que o terreno deveria ser inafiançável. Quer dizer, não poderia ser vendido, nem dado como garantia de nada?, explicou Tenório. De posse de toda a documentação, o que deve ocorrer nesta primeira semana, o presidente do CSA vai iniciar uma nova ?batalha?, que é a possibilidade de anulação da reunião que autorizou o repasse e, por consequência, a negociação.

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