Esportes
Julgamento de Neymar � adiado para fevereiro
Um pedido de vista do conselheiro Ronnie Soares Anderson adiou para pelo menos fevereiro a decisão do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) sobre o recurso do atacante Neymar, que tenta se livrar da multa de quase R$ 200 milhões aplicada pela Receita Federal. O pedido foi feito logo após a relatora Bianca Felicia Rothschild iniciar seu voto ? ela havia votado contra um pedido da defesa de anular a autuação, antes ainda de analisar o mérito da questão. O caso volta à pauta do Conselho no mês que vem. Neymar foi autuado em 2014 e considerado culpado em decisão unânime pela Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro por sonegação fiscal em março de 2015. O jogador, segundo os auditores, omitiu cerca de R$ 63 milhões de seu imposto de renda por rendimentos recebidos entre 2011 e 2014 do Santos, do Barcelona e de patrocinadores. A investigação do Fisco concluiu que o atleta utilizou empresas criadas por seus pais para fazer simulações com o objetivo de diminuir a carga tributária ? para a Receita, montantes pagos como direitos de imagem a pessoas jurídicas tinham caráter salarial e deveriam ser tributados como pagamentos a pessoa física. A tese foi contestada pelo advogado do atleta, Marcos Neder, que defendeu a estrutura empresarial criada para gerir a carreira do jogador. ?Essa é a acusação, de que as empresas são cascas (não tinham propósito). Como se o Neymar, que joga quarta e domingo, pudesse gerenciar mais de 100 contratos de imagem?, disse ele aos conselheiros. ?O Neymar é um fenômeno cultural. Ele faz propaganda de shampoo, de bateria de carro. Hoje em dia são mais de 100 (empresas patrocinadoras)?, insistiu.