Esportes
CBF detona altos sal�rios de atletas
A CBF apresentou ontem aos clubes o regulamento de licenciamento, série de exigências que os clubes deverão cumprir para poder participar de competições da própria CBF, da Conmebol e da Fifa. Reynaldo Buzzoni, diretor de registro da CBF, criticou clubes que pagam altos salários para jogadores e, ao mesmo tempo, apresentam dificuldades para fechar suas contas. ?Estamos fora da realidade do futebol. Nenhum diretor de empresa ganha 500 mil reais, nenhum diretor de banco. Você (cartola de clube) vai ter que dizer ao seu jogador que não vai mais pagar esse salário. Por que se não não vai conseguir pagar as contas e jogar?, disse. O advogado Álvaro Melo Filho, contratado pela CBF para atuar na formatação do regulamento do licenciamento, também criticou os dirigentes de clubes: ?A gente ouve falar em luvas de R$ 6 milhões, salários de R$ 500 mil. Os dirigentes contratam baseados em pressão, em emoção. Sem critério?. FUTEBOL FEMININO A partir de 2019, os clubes de futebol do Brasil que não tiverem um time feminino disputando competições nacionais estarão proibidos de disputar a Libertadores. Esta é uma das principais exigências do regulamento de licenciamento de clubes da CBF. Tal exigência já fazia parte do regulamento de clubes da Conmebol. Dos 20 clubes que vão disputar a Série A em 2017, só sete têm times femininos. Além do futebol feminino, há exigências sobre estrutura (centro de treinamento, estádio), profissionalização de dirigentes, gestão financeira etc. As punições para quem não cumprir vão de multa a exclusão de competições ? a mais dura sanção prevista. ?Vocês, clubes, precisam pensar nisso?, alertou Reynaldo Buzzoni, responsável pela implantação do licenciamento no Brasil.