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Atl�tico-PR deve acionar a Justi�a
O Atlético-PR planeja entrar com uma representação na Conmebol contra o Deportivo Capiatá, do Paraguai, pelos casos de racismo após o jogo de quarta-feira. O meia Carlos Alberto e o meia-atacante Nikão foram chamados de ?macacos? pela torcida paraguaia. O camisa 19 chegou a pedir para a polícia local prender um torcedor, mas este acabou fugindo. O presidente do Furacão, Luiz Sallim Emed, lamentou o episódio de racismo ?em pleno século 21? e prometeu uma representação para ?tentar mudar esse tipo de comportamento?. ?A gente lamenta esse tipo de coisa. Em pleno Século 21 ainda ter que comentar fatos desse tipo de natureza. É algo completamente fora de proposta. Vamos fazer uma representação, mas para tentar mudar esse tipo de comportamento. Temos mecanismos para tentar acabar com isso, e a primeira coisa a ser feita é responsabilizar os responsáveis pelos atos. A Conmebol não pode deixar de fazer isso. Tem que responsabilizar quem faz isso. Também tem que educar melhor as pessoas para acabar de vez?, afirmou Sallim ao GloboEsporte.com. Indignado com os casos de racismo e com objetos atirados em campo, o técnico Paulo Autuori desabafou na entrevista coletiva pós-jogo. Ele chamou a América do Sul de ?república das bananas? e criticou a falta de atitude da equipe de arbitragem: ?A América do Sul me parece, às vezes, uma república das bananas, onde tudo pode acontecer. Na Europa, já estamos vendo punições claras em situações de racismo. O Nikão, na saída, foi chamado de macaco, e ninguém faz nada. Toda hora estão jogando garrafas em cima dele, e o quarto árbitro nada. É a república das bananas, a América do Sul, não tenho dúvida. Lá (na Europa), eles agem. Aqui, a gente é permissivo. Você vai empurrando as coisas com a barriga, não acontece e acaba perdendo o poder de estar indignado?.