Esportes
Presidente do Boa defende Bruno, apresentado ontem
Apresentado ontem, o goleiro Bruno tem movimentado a rotina do Boa Esporte, de Varginha, em Minas Gerais. Não só do clube, mas das pessoas que negociaram a contratação do jogador condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e pela ocultação do cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Rone Moraes, 49 anos, é o presidente do Boa Esporte, que tem também outros dois diretores ? todos irmãos. Foi deles a ideia de contratar Bruno, assim que ele deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Santa Luzia-MG, no fim de fevereiro, graças a uma decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, porém, não trouxe reflexos apenas públicos para os dirigentes (quatro parceiros deixaram o clube desde a contratação). Rone, divorciado, é pai de duas meninas (uma de 16 e outra de 19 anos). Tem também outras parentes mulheres. Ele teve de se explicar em casa. ?Eu encaro da seguinte forma: cada ser humano tem um pensamento, e cada um tem uma filosofia de vida. Mas a gente tem que conversar e explicar. As pessoas às vezes vêm conversar com você e estão com duas pedras na mão. Então, a gente tem que atender as pessoas, como a imprensa, de uma forma que você tem que mostrar às pessoas que o que o Bruno fez não é o certo, mas que ele tem direito de voltar à sociedade. E ele precisa fazer uma coisa que é o futebol. Eu tenho e tive que explicar ainda para muitas outras pessoas, amigos e família. Têm pessoas, no meu ciclo de amizades, no meu ciclo comercial e de clubes, que estão apoiando. Mas só que têm pessoas que não têm a coragem que nós tivemos aqui no Boa Esporte?, explicou Rone, ontem, após a apresentação de Bruno.