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Como o goleiro Bruno afetou o Boa Esporte

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Com a iminente prisão de Bruno após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de revogar a liminar que havia concedido a liberdade ao goleiro, fica a pergunta: o que o Boa Esporte ganhou com isso? Perdeu patrocinadores, ficou com uma imagem ruim e ainda não vai poder contar com o jogador para o restante da temporada, como estava programado. Na verdade, talvez a última das afirmações seja a que reflita mais verdadeiramente o que se passa com o clube de Varginha, no Sul de Minas. Promovido à equipe titular até antes da hora, antes de ter oportunidade de ganhar ritmo de jogo e tempo de bola, Bruno era a principal aposta para a posição na difícil Série B. O goleiro colocou no banco o bom, mas ainda inexperiente Luan Polli, de apenas 24 anos. Após atuações um tanto quanto estabanadas nos primeiros jogos ? com direito a um pênalti cometido na estreia ?, vinha crescendo e, se não foi muito requisitado nas duas últimas partidas, também não comprometeu, passando segurança ao sistema defensivo. Com a volta à prisão, o contrato entre atleta e time estaria automaticamente suspenso por uma cláusula pré-estabelecida que previa essa possibilidade. No entanto, essa informação não é confirmada pelo clube. Mas a parte técnica e tática muita vezes fica de lado em comparação com o prejuízo que o clube estaria tendo com a saída dos patrocinadores. Estaria. Isso porque o grupo Góis & Silva, que chegou a anunciar o rompimento com o Boa, continua como patrocinador master do clube, estampando as camisas e placas de publicidade no Estádio Municipal de Varginha. Na última partida, inclusive, tinha sua imagem nos banners de publicidade do clube. Além disso, o Boa Esporte já tem novos parceiros na área de nutrição e exames ? onde mais empresas romperam. A única baixa real que ainda afeta o clube é a falta de um fornecedor de material esportivo, já que nenhum substituto foi anunciado após a saída da Kanxa.

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