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Fifa volta a viver dias de crise

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Dois anos depois dos escândalos que resultaram na prisão de dezenas de dirigentes, a Fifa tenta passar a imagem de que a crise acabou. Mas movimentos feitos pela própria entidade ? e sobretudo a reação a eles ? deixam claro que as turbulências estão bem longe de acabar. Nesta semana, durante seu congresso anual no Bahrein, a Fifa resolveu substituir os chefes de dois de seus comitês mais importantes: de Ética e de Governança. Os critérios que levaram às mudanças não são claros, e as reações de quem foi substituído foram explosivas. O Comitê de Ética se divide em duas Câmaras: uma de Investigação, outra de Julgamento. É como se fossem o Ministério Público e a Justiça dentro da Fifa. Seus integrantes não são ligados a associações nacionais nem a confederações continentais de futebol. Em teoria, são independentes. Na terça-feira, a Fifa dispensou o suíço Cornel Borbely, chefe da Câmara de Investigação, e o alemão Hans-Joachim Eckert, chefe da Câmara de Decisão. Os dois foram os responsáveis por processar e julgar os cartolas mais poderosos do futebol mundial, como Joseph Blatter, Michel Platini e Jérôme Valcke ? os três perderam os cargos e foram proibidos de exercer atividades relacionadas a futebol.

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