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Paralisia que nada! Ele se remexe muito
O dia 5 de julho de 1992 seria um dia normal para Zeila Cecília na cidade de Arapiraca. Era o dia de ser mãe pela terceira vez. Ela enfrentou toda a gravidez com normalidade e o seu parto foi normal. Naquele momento, vinha ao mundo Renato Gomes Valença, atualmente com 24 anos. Apesar de o parto ter sido normal, Renato nasceu sem respirar e formou um coágulo na cabeça. Na época, a informação passada para a família foi de que tudo ficaria bem. Recém-nascido, Renato foi para casa dos pais e era o xodó da família, que já possuía outras duas crianças, Renata e Evaldo. Mas a criança era extremamente quieta, não se mexia e sequer chorava. O comportamento passivo de Renato chamou a atenção em casa e também dos vizinhos que passaram a questionar o que acontecia com o garoto. Nos braços da mãe, Renato ficava paradinho, deitado no ombro, e os mais próximos perguntavam: ?Por que ele não segura a cabecinha?? ou ainda ?Por que ele é tão molinho??. O comportamento seguia incomodando a família, até que resolveu procurar um neurologista. Nisso já se passavam seis meses. O resultado da consulta foi direta e dura: o garoto quieto tinha paralisia cerebral. A partir do diagnóstico estabelecido, descobriu-se que Renato não possuía estímulos em relação a audição, fala, visão e coordenação. Ali era iniciada uma corrida para sua readaptação ao mundo.