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Projeto social devolve direito de sonhar para garotos

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Embora tenha sido pensado e planejado há seis anos, o projeto Geração Futuro nunca havia saído do papel. No final de 2015, Samuel Kurger e Elievan Paulino resolveram organizar as ideias e botar em prática o ?plano de sobrevida? a garotos dos bairros do Bom Parto, Levada (Vila Brejal) e Vergel. No dia 16 de janeiro de 2016, eles conseguiram fundar o projeto com o apoio da Primeira Igreja Batista de Maceió, que cedeu a quadra e o espaço para as palestras; e da Visão Mundial, que encaminha os garotos para o projeto e também dá suporte com a alimentação. Para fazer parte do projeto, os meninos devem ter entre 10 e 13 anos de idade, além de estarem devidamente matriculados na escola e ter frequência regular. Eles treinam às terças, às 19h, e aos sábados, às 9h, na quadra que fica nos fundos da igreja, na Levada. Samuel afirma que o projeto tem a função de formar caráter cidadão, além de melhorar o convívio familiar, tudo através do esporte. ?Nosso objetivo é ensinar a prática esportiva e fazer a parte cidadã. O esporte é uma ferramenta que une as crianças, então vimos que seria útil para afastá-los do crime, do tráfico e de tantos outros problemas que existem naquele local?, afirmou. José Leon, 12 anos, voltou a sonhar depois de conhecer o projeto. ?Eu não sabia o que fazer, ficava na rua sem fazer nada. Agora meu sonho é ser jogador, já sonhei duas vezes. Minha mãe gosta de me ver aqui. Depois de eu entrar aqui fiquei mais alerta, mais esperto?, comentou, eufórico. Elievan, professor/treinador dos garotos, também cresceu na periferia e tenta instruí-los da maneira correta. ?O que me motiva é gerar esperança para as crianças. O ambiente que eles moram é similar ao de onde eu moro. Então, se eu pude crescer e mudar, eles também podem. É possível mostrar uma realidade diferente da que eles vivem hoje, sem violência, com mais carinho, amor e atenção?, finalizou. O projeto conta ainda com um aluno autista. Deana Correia, assistente social e coordenadora do Geração Futuro acompanha o garoto. ?Quando ele chegou não olhava as pessoas nos olhos, não atendia a gente quando chamávamos. Hoje já interage, não joga futebol, mas está junto com os meninos. No começo era impossível você manter um contato visual com ele, falar com ele. Você fala, conversa, e ele responde?, disse, enquanto os olhos brilhavam. No dia 27 de maio, o projeto será ampliado. Alunos acima de 14 anos de idade poderão aprender jiu-jitsu e, também, terão aulas de violão. Além disso, haverá curso de artesanato para as mulheres da comunidade. *Sob supervisão da editoria de Esportes

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