Esportes
CRB cresce vindo de tr�s
Existem contestações sobre a importância dos números no futebol. Técnicos mais jovens usam ferramentas que antes não eram utilizadas. Profissionais como analista de desempenho, softwares de análises táticas, estudo de jogos e scouts são reforços para o trabalho dos clubes, que refletem aquilo que é feito dentro de campo. Analisando os primeiros números de scouts do CRB na Série B, explicações de como funciona o time podem ser claramente tiradas. A maior dificuldade do Galo na temporada foi encontrar um homem, o meia que criasse a jogada, que conduzisse a equipe, que fizesse o time acelerar e diminuir o ritmo. Exemplificando o que o CRB tinha no ano passado, faltou o Gérson Magrão. A partir do jogo contra o ASA no Hexagonal, uma ?improvisação? ? a colocação do lateral Edson Ratinho ? trouxe o equilíbrio que o time precisava. Os números dos primeiros três jogos do CRB mostram que o Galo é construído de trás para frente, sem uma participação mais efetiva dos homens de frente. Com posse de bola, o time tem um bom índice de passes certos, mas todos os homens que acertam mais passes no CRB são jogadores da primeira linha de quatro, além dos dois homens de marcação. Os seis primeiros melhores passadores são: Adriano (153 passes certos), Diego (125), Yuri (121), Flávio Boaventura (114), Gabriel (110) e Marcos Martins (96). Entre os homens de frente, o primeiro nas estatísticas é o meia Chico, com 81 passes certos, quase metade do que acertou Adriano. Assim, a conclusão é simples: os homens de segurança do passe são todos do sistema defensivo. O jogo de ?segurança? do time alvirrubro passa pelo sistema defensivo.