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VIS�O DA JUSTI�A DESPORTIVA E DE TORCEDORES SOBRE O �RG�O

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A criação do Juizado do Torcedor é realmente a solução? A Gazeta de Alagoas ouviu a opinião do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-AL) e de torcedores de CSA e CRB. ?Lamentavelmente, o que presenciamos nos estádios de futebol são verdadeiras batalhas entre algumas torcidas organizadas, nas quais alguns de seus componentes são verdadeiros marginais, com objetivos antagônicos ao do verdadeiro torcedor?, disse o presidente do TJD, Felipe Medeiros Nobre. Segundo ele, o torcedor tem direito à segurança nos locais onde acontecem os eventos esportivos antes, durante e após a realização deles. ?Mas, atualmente, levar a sua família ao Rei Pelé tem sido muito arriscado, não há segurança necessária, e fica evidente o despreparo de quem tem obrigação de coibir a violência?, opinou. Ele lamenta o fato de que a prevenção, também de responsabilidade do poder público, das confederações, federações, clubes, associações de torcedores, inclusive de seus respectivos dirigentes, não é suficiente para evitar a violência nos estádios de futebol e em seus arredores. ?Além dessas entidades, aqueles que, de qualquer forma, promovem, organizam, coordenam ou participam dos eventos esportivos são responsáveis pela prevenção, que é insuficiente e pueril?, emendou. Sobre o Juizado do Torcedor, ele destaca que, para o seu funcionamento, o Poder Judiciário e o Ministério Público deverão exigir o cumprimento do Estatuto do Torcedor. ?Diga-se de passagem, se assim já o fizessem, não seria necessária a criação de um juizado especifico?, alfinetou, observando que já é possível ver que a experiência em outros estados mostra que juizados deste tipo ajudam a coibir em até 70% as ocorrências de violência envolvendo torcedores nos estádios. ?Nesse passo, eu fico otimista com a criação do Juizado, mas para que os resultados contra a violência sejam vistos e reconhecidos pela população, todos os envolvidos deverão agir proativamente e de forma célere, pois se o andamento processual e as decisões forem lentos, como em alguns dos Juizados Especiais de Maceió, não vai adiantar?, alertou. Marcelo Rocha é um dos fundadores da Torcida Organizada Mancha Azul, do CSA, mas hoje não possui cargo algum nela. Na opinião dele, o Juizado do Torcedor realmente é bom para coibir atos ilícitos que venham a acontecer nos estádios, praticados por torcedores, mas é preciso melhorar em alguns pontos para que se tenha uma atuação mais eficiente. ?É preciso ainda melhorar em alguns aspectos. Houve jogos em que não tinha ninguém lá no estádio, por exemplo. Em outro caso, num jogo do CSA, um torcedor atirou um objeto no campo, a torcida indicou à polícia quem tinha sido, a polícia levou o torcedor até o Juizado, e lá, alegando não ter provas, soltaram o torcedor e não fizeram sequer o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Daí, o CSA quase foi punido. São essas coisas que precisam ser ajustadas para melhorar. Mas o Juizado é bom para que o torcedor não cometa atos ilícitos nos estádios?.

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