Esportes
Da Lagoa Mundaú à final da Copa Conmebol
É comum no Brasil ver que pessoas mudaram sua vida através do futebol. Na década de 1990, o jovem Willamis de Souza Silva se aventurava jogando em campos de várzea à beira da Lagoa Mundaú, com o objetivo de ajudar no sustento de sua família, moradora dos bairros do Vergel do Lago e Joaquim Leão, periferia de Maceió. Este jovem é o meio-campista Souza que, depois de quase 20 anos da estreia como jogador profissional, passagens por grandes clubes, título mundial e várias conquistas, relembra o início de sua carreira em solo alagoano. ?Minhas primeiras experiências no futebol foram à beira da Lagoa (Mundaú) jogando no time do Beto. Foi lá que aprendi quase tudo que levei para o esporte. Jogando na várzea com pessoas mais velhas, por grana ou feira para sustentar a minha família. O futebol sempre foi meu meio de ganhar dinheiro, de ter minhas coisas. Desde quando eu jogava na várzea chegava uma galera para me convidar para jogar e foi assim que levei minha vida até chegar ao CSA?, relembrou o ex-jogador do Azulão. Souza chegou ao CSA aos 16 anos de idade. Apesar dos anos que se passaram, o jogador não esqueceu os momentos que viveu no Azulão do Mutange. ?São as melhores lembranças da minha vida. Pegando o ônibus para ir ao Mutange, descendo para treinar, indo tomar o caldo de cana do seu Léo com um pãozinho (que ficava lá no CT do Mutange). As lembranças do CSA são as melhores possíveis. Às vezes pessoas se enganam e acham que minhas melhores lembranças foram as conquistas que tive, mas não?, disse. O meia declarou que toda a sua família sempre torceu pelo time do Mutange. A estreia como jogador profissional ficou marcada na mente do alagoano: ?Imagina um moleque pobre que tem a oportunidade de ser jogador e poder representar a família no time de infância. Foi surreal a primeira vez que entrei em campo pelo time profissional do CSA?.