Esportes
Técnicos pedem à CBF limite de transferência
Reconhecimento no exterior e limite para transferência de treinadores. Essas são as principais pautas levantadas por vários técnicos que estiveram reunidos na manhã de ontem na sede da CBF, em evento promovido pela Federação Brasileira da categoria (FBTF). O grupo discutiu vários temas e repassou as propostas para a diretoria da CBF. A intenção é que algumas regras sejam incluídas no Regulamento Geral de Competições da entidade a partir de 2018. A reunião foi mediada por uma mesa composta por nomes como Zico, Falcão, Parreira, Tite, Alfredo Sampaio, Vágner Mancini, Vanderlei Luxemburgo e Zé Mário, que é presidente da FBTF. A proposta dos treinadores é que, a partir de 2018, haja o limite de duas transferên- cias de comando por clube em cada série do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. O técnico só poderá trabalhar em mais de uma equipe na mesma competição. Após o evento, um comitê de treinadores se reuniu com a diretoria da CBF. ?(É um tema discutido) da nossa parte e da parte da CBF, que tem que anuir isso. Nós também somos levianos nesse sentido das trocas. Somos uma classe meio desunida. Se pudermos trabalhar três, quatro vezes por ano em clubes diferentes, nós trabalhamos. Temos que ter a ética e respeito entre nós. Estamos reivindicando que sejam duas transferências na categoria que estão trabalhando, primeira e segunda divisão, e dali para frente não se possa mais trabalhar?, destacou Luxemburgo. Somente no Brasileirão, até este momento, já houve 12 demissões de técnico. A equipe que mais trocou foi o Vitória, que já teve quatro treinadores diferentes, incluindo um interino. Técnico do Atlético-MG, Rogério Micale esteve presente na reunião e endossou o discurso dos treinadores. Espera ver menos rotatividade e um futebol ?mais organizado?. ?O contrato proporciona, ao empregador e ao empregado, o poder de rescisão. O que a gente quer é algo mais organizado para que não afete tanto o desenvolvimento do nosso futebol. Não estamos aqui pensando apenas nos treinadores, mas sim no desenvolvimento do futebol. Vamos tomar algumas atitudes para que a gente possa melhorar cada vez mais e estarmos comparados ao resto do mundo?, opinou o técnico do Galo após a demissão de Roger Machado.