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Como a situação ficou insustentável

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A crise instalada no CSA com saída do técnico Ney da Mata, após trocar socos com o volante Rosinei, teve os efeitos diminuídos com a ação ágil da direção. Primeiro o treinador e a comissão técnica foram demitidos. ?Não havia nenhuma condição de permanência dele (Ney da Mata) no comando. Não eram quatro jogadores insatisfeitos, era o grupo todo. Marcos Antônio, Rafinha, Raul Diogo, Daniel Costa, 99,9% dos jogadores não queriam mais o treinador?, declarou o dirigente azulino Raimundo Tavares. Somente na sexta-feira os fatos vieram claramente a público e áudios vazaram no Whatsapp, em pronunciamentos dos jogadores e na fala da direção do clube. Durante o treinamento na tarde de quinta-feira houve uma ríspida discussão entre o zagueiro Thales e o volante Rosinei. Em meio à discussão, Ney da Mata interveio e determinou a saída de Rosinei do treino. Ele retrucou e teria sido desrespeitoso com o treinador, dirigindo a ele palavras ofensivas. Neste ponto, existem versões diferentes para a sequência da confusão. Ney da Mata disse que ao retirar Rosinei do treino, o jogador veio para cima do técnico, e aí não teve como recuar. Já no pronunciamento dos jogadores, que tiveram como porta voz Daniel Costa, Ney teria covardemente dado um soco em Rosinei e teria recebido outro como revide. Independentemente de quem esteja com a razão, a verdade é que o clima entre o grupo de jogadores e o técnico Ney da Mata era insustentável. No mês de junho, a Gazeta de Alagoas publicou entrevista com o meia Thiago Potiguar. Nela, o jogador já falava do ambiente ruim e que jogadores estavam insatisfeitos com Da Mata. Na época, a direção azulina tinha pelo menos três opções para resolver o problema, mas preferiu adotar publicamente o discurso de desqualificar o meia.

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