Esportes
UM GAÚCHO QUE CHEGOU E FICOU
Ele chegou em Maceió em 1974, no meio do ano, para defender o CSA, graças a uma indicação do então treinador Laerte Dória. Revelou à Gazeta de Alagoas que foi recepcionado no aeroporto pelo radialista Waldemir Rodrigues, hoje já falecido, então comentarista da Rádio Gazeta, e ficou hospedado no Hotel Atlântico. Era uma quarta-feira e o Azulão tinha um jogo amistoso na quinta contra o Ferroviário. Foi justamente na manhã de quinta-feira que o então dirigente azulino Breno Lins o levou ao Mutange para conhecer o ?professor? Du, preparador físico. E aí começou a trajetória na vida desse gaúcho, em solo alagoano, e que acabou adotando Alagoas como sua terra, não de nascença, mas de coração, onde casou, fixou residência e vive até hoje. Quem é o personagem dessa história? Trata-se do ex-jogador Enio Oliveira, 67 anos, um gaúcho que aportou na capital alagoana ? e nunca mais saiu ? para jogar no CSA, na época com atletas como Rafael, Zé Preta, Roberto Menezes, Ferreti, Torino, Soareste, entre outros que vestiram a camisa do Azulão do Mutange. Em entrevista descontraída, concedida à Gazeta de Alagoas, para falar sobre os 200 anos de Alagoas, Enio prosseguiu, contando a sua história, e começou a narrativa lá do início mesmo, falando ainda sobre o amistoso do CSA contra a Ferroviária, para chegar até o momento em que decidiu se firmar na terrinha: ?Ganhamos o amistoso de 2 a 0 e eu fiz o segundo gol. Isso tudo sem contrato e sem receber luvas prometidas pelo então presidente Aurélio Lages Filho. Minha condição de jogo demorou para chegar, porque os diretores do Vitória-BA foram a Novo Hamburgo-RS para comprar meu passe e mandaram um dirigente falar comigo para deixar o CSA e ir para o Vitória, mas eu não quis?, recorda. Hoje considerando-se um alagaúcho, mistura de alagoano com gaúcho, Enio Oliveira explica como e por que escolheu o Estado nordestino como morada. ?Quando cheguei em Maceió, Ricardo, que era ponta-esquerda do CSA, me conhecia lá da Bahia, pois joguei no Leônico e fizemos uma grande amizade. Sempre saíamos juntos e, em um sábado de folga, ele me convidou para ir à casa de sua noiva para conhecê-la e também a sua cunhada. Nestas idas e vindas, acabei namorando e casando?.