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CSA NA SÉRIE B DEVE GERAR MAIOR DISPUTA ENTRE RIVAIS

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O acesso à Série B do Brasileiro pelo CSA deve motivar também o seu maior rival em Alagoas, o CRB. E com isso, claro, cresce a rivalidade entre ambos para 2018, tanto em relação aos que fazem os dois clubes como em termos de torcidas. Sobre essa questão, a Gazeta de Alagoas ouviu dois cronistas esportivos da Rádio Gazeta, Rogério Costa e Wyderlan Araújo, e também torcedores de CSA e CRB, para saber a opinião deles acerca dos dois maiores rivais do futebol alagoano. Segundo o narrador Rogério Costa, do Timaço da Gazeta, 2017 foi um ano quase perfeito, mesmo antes de terminar. Ele explica: ?A ascensão do CSA para a Série C e agora para a Série B oferece um novo começo ao clube azulino em 25 anos. No entanto, me inquieta a necessidade de resultados imediatos para manter essa tendência de alta. Isso pode atrapalhar o futuro próximo do Azulão?. Para Rogério, a empolgação inevitável da torcida e dirigentes pode atropelar o retorno azulino, salvo um planejamento eficiente, desprovido de emoção e duradouro. ?A possibilidade de obter recursos mais efetivos em médio prazo oferece essa possibilidade. No entanto, o que fica para 2018? O CSA está a no máximo quatro jogos do encerramento da temporada. Isso corresponde a mais um mês de receitas. Faltarão novembro, dezembro e décimo terceiro mais a retomada em janeiro, depois das férias, já com a pré-temporada e calendário cheio. Como planejar isso? A diretoria, melhor que ninguém, sabe onde o calo aperta diante do que tem de receita e quanto falta para fechar o ano. Outro aspecto é a ampliação da colaboração do sócio-torcedor em um momento tão favorável. Como ampliar o programa, já que a diretoria teve recentemente que paralisar o processo de adesão pela falta de espaço no Rei Pelé? Eis a questão?, observa. Rogério Costa lembra que subir (à Série B) é bom, mas aumenta o tamanho da tarefa e as responsabilidades. Assim, ele avisa que resta buscar cotas de patrocínio maiores e mais valorizadas, pois isso garantiria um volume de recursos maior para os investimentos. Quanto ao CRB, Rogério lembra que a campanha irregular (na Série B) e a falta de resultados, além da chegada do CSA, aumentam a pressão da torcida sobre a direção. ?O bolo agora terá que ser dividido em porções iguais. Os dois estarão (espero) na Série B e na Copa do Nordeste?, destaca, acrescentando que o Galo já dá sinais de fadiga no Brasileiro, e que algo novo precisa ser feito em sua atual gestão, pois o time agora luta para permanecer na B. E o acesso do CSA potencializa e apressa essa reformulação. ?Não falo em mudar pessoas, mas conceitos. Não seria nada mau para o Galo. Já o Azulão, precisa reconhecer que fez algo gigantesco, mas que ainda permanece dependente do seu presidente, do seu humor e seus recursos. Que ele (Rafael Tenório) tenha lucidez para tomar as melhores decisões e não se deixe embriagar pela empolgação?. * Sob supervisão da editoria de Esportes.

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