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TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

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1 metro e 60. O meia-atacante Edinho, 22 anos, é baixinho e tem mostrado para o torcedor do CSA que tamanho não é documento. Em vertiginoso crescimento na reta final da Série C, Edinho tem caído nas graças do torcedor e vem se destacando na campanha que concretizou um antigo sonho do torcedor azulino: o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro. Edinho chegou ao CSA como uma das últimas contratações para a disputa da Série C e após um começo muito bom e uma atuação muito boa contra o Remo em Belém, Edinho não mostrou o mesmo rendimento em outras partidas. O jogador passou a mostrar um futebol diferenciado após a saída do técnico Ney da Mata, um dos responsáveis pela sua vinda para o CSA, e a chegada do técnico Flávio Araújo. A explicação para o crescimento vem do próprio jogador. ?Quando vim para cá, o Juninho (preparador físico do CSA com Ney da Mata) me ligou por intermédio do próprio Ney. Sempre gostei de me movimentar dentro de campo, mas com o Ney, ele me pedia mais para ficar no lado direito, ficava ali parado e ele não gostava que eu cruzasse o campo. A chegada do Flávio me ajudou bastante porque ele me deu liberdade, eu pude me movimentar à vontade, vir buscar a bola, e me ajudou bastante?, disse o pequeno camisa 7 do Azulão. Com a camisa azulina, Edinho marcou dois gols. Um na goleada sobre o Parnayhba (PI), pela seletiva para Copa do Nordeste, e o segundo, o mais importante dos últimos anos, foi o gol que assegurou o acesso do CSA para Série B, na vitória sobre o Tombense, no Rei Pelé. Na primeira partida da semifinal da Série C, Edinho foi destaque mesmo sem balançar as redes. As principais jogadas ofensivas saíram dos seus pés. A atuação destacada foi premiada com uma grande jogada que assegurou ao meia a assistência para Michel Douglas marcar o gol que ofertou ao CSA uma vantagem no segundo jogo. Edinho admite que a altura sempre foi um motivo de resenha por onde passou. ?Sempre enfrentei resenha por onde passei. Querendo ou não, sou zoado. Mas não ligo muito porque sou pequeno mesmo, então, tenho que aceitar as brincadeiras?, diz o jogador. Mas acredite se quiser, o próprio Edinho diz que as ?zoações? são derrubadas com números e feitos. ?Apesar de pequeno, meu primeiro gol como profissional foi de cabeça. Já consegui fazer uns quatro gols de cabeça. É uma arma que tenho?, diz o atleta, que completa: ?Todo baixinho tem que ter alguma coisa, eu tenho velocidade e isto está me ajudando na carreira. Quando era mais moleque, gostava de jogar futsal e creio que isto me ajudou bastante?.

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