Esportes
O FAZENDEIRO COM PINTA DE BOLEIRO
Nascido no interior de São Paulo, porém, com raízes fincadas no interior de Goiás. Antônio de Moura Carvalho, o Tony, meia do CRB, se divide em muitos para poder dar conta dos seus negócios, da família e do futebol. Apesar de estar sempre viajando, distante da sua origem, todo ano, nas férias, volta ao cantinho onde tudo começou, na Fazenda Pé na Terra, na cidade de Amaralina, distante 340 km da capital, Goiânia. Tony confessa que não chegou a trabalhar no campo, mas gosta das atividades que a fazenda promove. ?Nunca trabalhei no campo, mas sempre gostei de mexer com gado, vacinar, curar umbigo de bezerro, além de andar a cavalo e pescar. Meus pais sempre me ensinaram e fizeram questão de não esquecer das origens, e isso hoje eu passo para as minhas filhas?, falou, humildemente. EMPREENDEDOR NATO Além do futebol, da fazenda, da família e das cabeças de gado, o ?menino do campo? comanda alguns negócios como: uma empresa de reciclagem de garrafa pet, no interior de São Paulo; uma loja de roupas, na capital paulista; investidor em empresa de compras de camarotes esportivos; aluguel de imóveis no bairro Anália, em SP. Tudo isso, depois de se firmar como jogador de futebol profissional, e já com passagens por Botafogo, Ponte Preta, Esteghlal Tehran (Emirados Árabes), América-MG e outros clubes brasileiros. Os investimentos se sucederam porque o barbudo do Galo resolveu se educar financeiramente para não ficar na mão quando sua vida de boleiro chegar ao fim. ?Sempre tive uma educação financeira bem controlada. E por saber que o salário que recebemos não é nada astronômico, pensei: ?Tenho que saber guardar e investir meu dinheiro?. Essa profissão (jogador) nos dá apenas, em média, 18 anos de trabalho. Responsabilidade que aumenta mais, pois como fiz até o 2º Grau, e teria dificuldades para ingressar em qualquer outra profissão após me aposentar, decidi investir em algumas coisas que não dependessem dessa tal formação?, confessou. Com pouco estudo, mas perseverante e com uma mente visionária, resolveu então correr em busca de capacitação mínima para administrar seus negócios. ?Fiz ?técnico em administração? no colegial, e isso me deu uma pequena base que tento aplicar hoje em dia, mas é claro que tenho pessoas que me auxiliam. No meu caso, meus pais, irmãos, minha esposa e até a sogra que eu amo [risos], parceira demais. O resto é na base da leitura e internet, pesquisando sobre algumas coisas de investimento?, disse. * Sob supervisão da editoria de Esportes.