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NUZMAN É DENUNCIADO POR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
O Ministério Público Federal apresentou ontem denúncia contra Carlos Arthur Nuzman, Leonardo Gryner, Sergio Cabral, Arthur Soares, Papa Massata Diack e Lamine Diack, acusados de envolvimento em compra de votos para escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. Nuzman foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Gryner foi denunciado também por organização criminosa. O texto da denúncia equipara Nuzman e Gryner a funcionários públicos, alegando que o Comitê Olímpico do Brasil e o Co-Rio receberam e geriram verbas públicas. Esse detalhe contraria um dos pontos da defesa de Nuzman, que alega não existir crime de corrupção em acordos privados. O ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, desde 5 de outubro. Felipe Bogado, procurador da República, explicou a equiparação de Nuzman a funcionário público, embora o COB e o Co-Rio sejam empresas privadas. ?O artigo 327 do Código Penal equipara a funcionários públicos uma série de agentes, entre os quais aqueles responsáveis por entidades paraestatais, como é caso do Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Rio 2016. Essas entidades receberam verbas públicas e federais por meio de convênio. O próprio orçamento do COB é composto por recursos federais repassados através da Lei Agnelo Piva. Não se trata de corrupção privada, é uma corrupção passiva de funcionário públicos. Tanto do ex-governador Sérgio Cabral como do Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner. Os três são na verdade funcionários públicos?, lembrou Felipe.