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CSA na batalha final por título inédito de campeão brasileiro

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Um jogador em extinção. Daniel Costa, 29, é o clássico camisa 10 que muitos times procuram, desejam, mas poucos os tem. Mas este ?estigma de extinção? está muito mais ligado à função e à maneira de jogar do camisa 10 do CSA. Daniel não é intenso. Daniel não corre. Daniel não tem uma forte recomposição. Daniel faz o time correr. Daniel faz a bola correr. Daniel pensa o jogo. Daniel tem visão de jogo. Nem sempre foi assim. Por incrível que possa parecer, no início da carreira como jogador de futebol no interior de São Paulo, Daniel Costa era zagueiro. ?Na verdade, na base eu era zagueiro. Não era meia. Depois, já aos 17 anos, passei a ser meia e me firmei nesta posição. Sempre foi com esta característica de não correr muito (risos), pensar mais o jogo, minha característica principal sempre foi a bola parada, desde o início?, revelou o jogador. Quem vê Daniel Costa com a camisa 10 do CSA, fazendo o que faz com a bola, toma um tremendo susto imaginando ele como ?beque?, correndo atrás dos atacantes na cobertura ou disputando bolas pelo alto contra o grandalhões. ?Eu era um pouquinho maior que os outros e era zagueiro. Em uma final, jogando pelo XV de Piracicaba, tínhamos perdido três jogadores e o treinador perguntou se eu jogaria de atacante, falei de atacante não, mas de meia achava que poderia jogar. Fomos para final, ganhamos de três a um , fiz dois gols e aí fiquei como meia. Como zagueiro eu era clássico e o treinador ficava louco. Eu dominava no peito, dava um chapéu no atacante, driblava o cara, meu técnico ficava doido no banco?, disse Daniel Costa. Com a consciência que tem dentro de campo, Daniel Costa também mostra a consciência que a sua forma de jogar está acabando e revela que atualmente o futebol está muito tático, ninguém pensa em fazer algo diferente. ?Minha maneira de pensar é assim, mas é difícil. Hoje em dia tem treinadores que não gostam deste estilo de jogo. Mas o futebol hoje está em extinção, ao menos este tipo de característica. O futebol de hoje exige muita força, muita correria, priorizam a dinâmica, o futebol está muita correria, é muito tático, parece mais um robô, automatizado e não é meu estilo de jogo. Sou o cara que pensa o jogo, tenta tirar um coelho da cartola, fazer uma coisa diferente?, diz o camisa 10.

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