Esportes
UNIÃO DE GERAÇÕES
Foi difícil, suado, sofrido, tenso, na raça, e por isso tudo, foi especial. Foi demorado também. Quase dez anos depois, a torcida azulina pôde, enfim, soltar o grito de campeão, e não foi qualquer grito. O CSA é campeão brasileiro! A seca de títulos para o maior campeão de Alagoas foi esquecida ao longo dos 90 minutos de uma final até então inédita na Terra dos Marechais. A redenção veio, mas antes disso um misto de sentimentos tomava conta da torcida antes de cada decisão. O medo de mais uma vez bater na trave e morrer na praia, a esperança de ver o azul voltar a ser o gigante que de fato é, a desconfiança criada ao longo de todos esses anos, a alegria de poder estar sempre vivo na luta por um lugar ao sol no futebol brasileiro, dentre outras tantas sensações que, juntas, criaram clima totalmente diferente de tudo que já foi vivido no futebol alagoano. Antes da final contra o Fortaleza, no sábado, o entorno do Estádio Rei Pelé era o melhor ambiente para se sentir esse clima. O temor de uma tragédia existia, mas era facilmente superado pela confiança no título. Torcedores de todas as gerações, classes e raças se uniram por um só ideal. Um dos mais empolgados era o aposentado Cícero Bernardino, que viveu todas as fases possíveis como torcedor azulino. Com o coração acelerado, ele chegava ao lado da esposa e do filho para comemorar a conquista do time marujo. ?O meu coração está a mil, nada pode dar errado hoje. Meu CSA vai ser campeão e eu vou gritar como gritei em todos os momentos, bons e ruins, e hoje será de alegria?, bradava o emocionado torcedor.