Esportes
Carentes refor�am o jiu-jitsu em Campeonato Alagoano
Cinqüenta alunos carentes estão sendo beneficiados por um projeto social implantado há menos de dois meses pelo professor e campeão de jiu-jitsu, Diojone Farias. Inclusive, neste fim de semana eles participam, pela primeira vez, de uma competição oficial: o Alagoano da modalidade. O projeto conta com o apoio da Seel (Secretaria Executiva de Esporte e Lazer), que doou os quimonos para que os alunos possam praticar as aulas e participar dos torneios. Um dos pré-requisitos exigidos por Diojone é que todos estejam cursando escolas públicas. Todos têm até 14 anos de idade. ?Sempre pensei em dar oportunidade a esta minoria, que jamais teria condições de praticar este esporte, hoje tão elitizado e que, com esta oportunidade, deixará de ser marginalizada e, principalmente, terá a chance de mostrar seu potencial?, observa Diojone, acreditando que, no máximo em dois anos, muitos mostrarão seu verdadeiro valor. Tempo ocupado Hoje, Diojone mantém seu tempo totalmente tomado, pois, além dos alunos particulares, tem se dedicado aos carentes, que têm a seu dispor, em sua academia, dois horários, três vezes por semana. ?A Federação de Jiu-Jitsu de Alagoas é a de menor estrutura do País. Entretanto, é a única que está mostrando interesse em atender a estes jovens carentes. Até mesmo um projeto semelhante, implantado por Acelino Popó de Freitas, na Bahia, foi extinto. Daí, seria interessante que empresários e pessoas com poder aquisitivo olhassem para esta minoria e também dessem sua parcela de contribuição?, desabafa Diojone, que lembra, também, ter tido um início difícil no esporte e hoje é uma referência no jiu-jitsu nacional.