Esportes
Marin será julgado por sete crimes
Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin foi acusado de ter cometido sete crimes e será julgado por eles na Suprema Corte do Brooklyn, em Nova York, onde os casos de corrupção envolvendo a Fifa nos últimos anos irão a júri. Além do brasileiro, estão em julgamento Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e acusado de cinco crimes, e Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, que responde por apenas um delito. Segundo a Promotoria dos Estados Unidos, o valor de propinas por direitos de transmissão pago a José Maria Marin (em associação com Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF e que não está sendo julgado nos EUA) é de US$ 6,55 milhões, o de Napout é US$ 10,5 milhões e o de Burga, mais US$ 4,4 milhões. Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, recebeu outros US$ 12,2 milhões. Ao todo, somando outros dirigentes que não estão no banco dos réus neste caso, o valor pago só em propinas é de US$ 76,7 milhões (cerca de R$ 253,3 milhões). Marin é acusado pelos seguintes crimes: conspiração para recebimento de dinheiro ilícito; conspirações para fraude e para lavagem de dinheiro relativas à Copa Libertadores; conspirações para fraude e para lavagem de dinheiro relativas à Copa do Brasil; e conspirações para fraude e para lavagem de dinheiro relativas à Copa América.