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Sem medir esforços para ir à despedida

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A ?Saideira do Chulapa? movimentou diversos apaixonados pelo Tricolor Paulista e também pelos medalhões que levaram o São Paulo ao topo mundial dos clubes pela terceira vez. Um verdadeiro mar movido a paixão, admiração e respeito. Para jogar no time adversário ao dos Campeões do Mundo, o fanático precisaria desembolsar R$ 1.000. Mas quem disse que o valor assustou? Várias pessoas pagaram para realizar o sonho de bater uma bolinha ao lado de Ceni, Amoroso, Lugano? Além, lógico, de tomar aquele bom e velho ?danone?. Um dos que pagaram caro foi Marcelo Souza, 36 anos, que veio com uma caravana de São Paulo junto da família e amigos. Eles chegaram dois dias antes da festa para ?turistar? por Maceió, visitando alguns bares da capital e marcando presença em dois shows. Marcelo é movido pela paixão ao São Paulo, sendo essa razão principal para participar da despedida do Chula. Não foi a primeira vez que viajou atrás do Tricolor Paulista. ?Fui ao Japão, estava lá e vi o título de perto. Não tem como não participar de uma festa dessa. Para mim, o Aloísio foi o cara do título junto com o Rogério. Aquele passe que ele deu, só o Aloísio mesmo para fazer. Aquele passe foi melhor que o gol, tipo Ronaldinho do Paraguai (como Chula costuma dizer)?, afirmou. Na edição do Campeonato Brasileiro deste ano, o São Paulo brigou para não cair para a Série B durante toda a competição, apenas nas últimas rodadas conseguiu se safar, muito pouco para um dos maiores campeões do futebol nacional. Para Marcelo, isso se dá por não existir no elenco jogadores como o alagoano. ?Está faltando um Aloísio no futebol. Os caras de antigamente jogavam com vontade, hoje tem muito chinelinho?, finalizou. Outro fanático que esteve em Atalaia foi Anderson Carvalho, 23 anos, natural de Santana do Ipanema, mas, atualmente, residente de Maceió. Em 2005, ele teve que acordar cedo para acompanhar a final entre São Paulo e Liverpool, o detalhe é que Anderson tinha a prova para ingressar no Centro Federal de Educação Tecnológica ? Cefet, (atualmente Instituto Federal de Alagoas-Ifal) marcada para o mesmo dia. Não deu outra, o até então garoto decidiu acompanhar o time do coração, em vez de tentar vaga na escola federal. ?Era o concurso federal que existia na época. Meu pai ficou com raiva, mas teve que me acordar para acompanhar a partida do Chula e dos outros ídolos do São Paulo?, relatou. Sem dúvidas, no momento da partida, Anderson era um dos mais entusiasmados em estar a poucos metros de seus ídolos, e ele não esconde a emoção. ?Cara, é surreal. Nunca imaginei isso na minha vida, estar em Atalaia ao lado de Rogério Ceni, Lugano, Fabão, Amoroso, Marta. É a realização de um sonho poder abraçar e tirar foto com um ídolo?, disse o fanático torcedor de São Paulo e CRB. * Sob supervisão da editoria de Esportes

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