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Opinião

Sim, nós podemos...

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A frase conhecida em território nacional e atribuída a Charles de Gaulle resume e diagnostica o nosso País: ?O Brasil não é um país sério?. A cultura da ?Lei de Gerson?, do ?jeitinho brasileiro?, da esperteza, enfim, da desonestidade atingiu, nessa última década, níveis insuportáveis. Somos o País dos absurdos. A corrupção se instalou e virou uma epidemia. Em relação às instituições públicas, nossa população tem cantado, sem medo de errar: ?Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão!?. Inaceitável! Os órgãos públicos estão em decadência financeira, e, sobretudo, moral. Um escândalo a cada dia! Somos um País vulnerável, na mais ampla concepção da palavra: falta água, falta energia ? tivemos, há dias, um apagão que atingiu quase todos os estados brasileiros ?, faltam remédios, falta merenda escolar, falta, falta... Quanta irregularidade, quanta irresponsabilidade! Somos campeões em adulterações: nos combustíveis, nos alimentos, no leite, e em incontáveis produtos nacionais. Inadmissível! Tudo isso é reflexo da impunidade, da falência moral da classe política, da fraqueza dos poderes constituídos. A violência se instalou do Oiapoque ao Chuí. As incongruências são frequentes: superfaturamento em obras públicas, merenda escolar roubada, alimentos dos presídios sabotados, agrotóxicos nocivos nos legumes, carne podre reaproveitada, munição comprada pelo governo federal é usada na maior chacina paulista (2015), em inúmeros assassinatos, e, mais recentemente, na morte da vereadora carioca, e mais, e mais, e mais... Não sejamos repetitivos ou redundantes enfocando as irregularidades na educação, na saúde, e na segurança... Os brasileiros chegaram à exaustão. Basta! O caos generalizou-se no País. Vivemos aprisionados, ameaçados, e rodeados de bandidos. E o mais grave: descrentes da vontade política de nossos gestores. Essa falta de seriedade vem se alastrando e proliferando, ano após ano! Entretanto, nós temos as armas nas mãos: 2018 ? ano eleitoral ? votemos conscientes e consistentes! Pertinente para o momento a fala de Ruy Barbosa: de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Nós podemos mudar esse obscuro quadro brasileiro. Sim, nós podemos...

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