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Timão e mais três são condenados

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A juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein, da 3ª Vara Federal de Porto Alegre, determinou que a construtora Odebrecht, o Corinthians, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Fontes Hereda e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Arena Itaquera S.A. devolvam R$ 400 milhões ao banco estatal. A decisão foi publicada no último dia 5 e divulgada ontem no site da Justiça Federal do Rio Grande do Sul. Cabe recurso, e o Corinthians já informou que vai recorrer. Essa ação foi movida em 2013 pelo advogado gaúcho Antônio Pani Beiriz, o mesmo que em 2012 tentou impedir na Justiça a Caixa de patrocinar o Timão. Beriz questiona a legalidade do financiamento da Arena. Para o advogado, o negócio seria lesivo ao patrimônio público. Segundo ele, a decisão do banco estatal teria sido tomada sob influência política, já que teria ocorrido fora do prazo previsto, por agente financeiro que não era o inicialmente autorizado (Banco do Brasil) e sem a exigência de sólidas garantias de que o empréstimo seria pago. Os quatro réus defenderam a regularidade da transação. Corinthians, Odebrecht, o ex-presidente da Caixa e a SPE Arena Itaquera S.A afirmaram a existência de garantias suficientes à satisfação do crédito e que a dívida, então de R$ 475 milhões, estaria sendo renegociada com base em receitas futuras. Alegaram, ainda, que o Tribunal de Contas da União (TCU) já teria analisado e aprovado a contratação. Em sua decisão, a juíza Maria Isabel apontou irregularidades no financiamento e chamou a atenção para o fato de o empréstimo de R$ 400 milhões ter sido concedido a uma empresa ? SPE Arena Itaquera S.A. ? cujo capital social estimado, na época, era de R$ 1 mil. Outro ponto ressaltado foi a composição societária da Arena Itaquera, constituída pelas empresas Jequitibá Patrimonial S.A. e Odebrecht Participações e Investimentos S/A (O.P.I S/A), sendo esta última integrante do Grupo Odebrecht S/A, o mesmo da construtora que realizou a obra.

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