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Determinação e superação de Fátima

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O ano de 2018 é especial. Ele marca o regresso de Maria de Fátima aos campos, onde atua como árbitra assistente, após dois anos de afastamento do mundo esportivo. Jovem, bonita e determinada, Fátima viveu as dificuldades de entrar em um mundo machista. Ela é mais uma personagem na série de reportagens alusivas ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, que está sendo publicada pela Gazeta esta semana. Fátima começou na arbitragem há exatos 11 anos. Na época, a entrada de uma mulher no mundo masculino já causava surpresa. Quando você juntava a isso o fato de ser uma mulher bonita, tornava tudo mais complicado. Assim como tantas outras mulheres que buscam se inserir em ambientes masculinos, Fátima vivenciou esse tipo de dificuldade. ?É lógico que tudo evoluiu. A mulher hoje está em todos os lugares, a mulher faz tudo que o homem faz?, revela, mas Fátima também experimentou a discriminação. ?Os jogadores são os que mais incomodam. Dentro do próprio grupo de arbitragem e na torcida tem problemas, mas são problemas normais. Em relação aos jogadores, é diferente. É o olhar, o jeito como se expressam. Eles nos olham como se perguntassem ?o que ela faz aqui?? ou questionam sua decisão desconfiando se você tem competência para isso. Além do mais, não sou uma mulher feia, tem aquela coisa, perninha grossinha, bumbum empinadinho, e eles pensam que estou na arbitragem por isso. A discriminação muitas vezes não é expressada por fala, mas a gente percebe até no olhar?, esclarece. Em tempos de tantas denúncias sobre assédio, algo deplorável seja há dez anos ou nos dias atuais, Fátima revela que passou por algumas situações chatas, mas nada mais contundente. ?Ouvi muitas coisas, a gente sabe que existem problemas, mas comigo nunca vivenciei. Tem casos onde o jogador olha com aquele jeito de paquera, passa por você e diz ?ai, meu Deus?, mas tenho uma postura que não permito muitas coisas. Em um jogo pelo Nacional, fui surpreendida porque o cara foi bater uma falta e pediu meu telefone... Fiquei pensando, o cara no jogo, concentrado, e ainda tem espaço para isso?, ri a bela árbitra assistente alagoana.

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