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‘Dever de casa’ é muito importante

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?Fazer o dever de casa é fundamental no futebol?. A frase acima não tem um autor definido, mas é praticamente um mantra no imaginário coletivo do futebol brasileiro. Quem faz um bom dever de casa está muito próximo de atingir objetivos traçados em uma competição. Se ao longo da competição, CSA e CRB fizerem o dever de casa muito bem feito, devem permanecer na Série B. Pela primeira vez desde que a Série B foi iniciada, em 2006, Azulão e Galo estão disputando a competição juntos. O CSA divulgou de maneira aberta que o seu objetivo é permanecer na Série B. Em virtude do início tumultuado, o CRB não divulgou oficialmente a sua meta na competição. No entanto, alguns jogadores, dentre eles o eficiente atacante Neto Baiano, falam de maneira clara sobre acesso para a Série A. A Gazeta de Alagoas fez um levantamento em todas as 12 edições da Série B disputadas por pontos corridos, desde 2006, e identificou que um aproveitamento acima de 66,7% dos pontos disputados em casa garante a permanência de um clube na competição. Nesses 12 anos de disputa, somente um time caiu com um aproveitamento em casa de 66,7% dos pontos: o Marília (SP), na Série B de 2008. Esse percentual é um ponto fora da curva. Nesses anos de disputa da Série B com pontos corridos, somente outro time com percentual acima de 60% de pontos conquistados em casa caiu de divisão. Em 2010, o Brasiliense fez 61,4% dos pontos em casa, ficou com a 10ª melhor campanha como mandante, mas mesmo assim foi rebaixado. Nos últimos três anos, times que caíram no máximo chegaram aos 50,9% dos pontos em casa. No ano passado, o Luverdense caiu com esse índice. O Santa Cruz fez apenas 25 pontos (43,9%), mesmo percentual que o ABC, e Náutico fez apenas 19 pontos, um percentual de 33,3%. Em 2016, o Joinville caiu com 40,4%; o Tupi, com 42,1%; o Bragantino, com 38,6%; e o Sampaio Corrêa com 33,3%. Na temporada 2015, o Mogi Mirim atingiu o menor percentual de todos os 12 anos de disputa da Série B com pontos corridos. Em casa fez apenas 13 pontos, percentual absurdo de 22,6%, e encabeçou a queda para a Série C, que ainda teve: Macaé (45,6%), ABC (26,3%) e Boa (35,1%).

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