Esportes
Torcedores lotam a orla para assistir à classificação
A Copa pode até ser do mundo, e o futebol, de origem inglesa, mas o País do futebol, só o Brasil. Em cada partida da Seleção Canarinho, o que se vê é um fenômeno aglutinador que consegue reunir milhares de brasileiros no momento do jogo, unidos apenas como brasileiros. Foi esse fenômeno que se viu na tarde de ontem na orla da Praia da Ponta Verde. Diante do telão montando no meio da avenida [fechada para o trânsito], crianças, jovens e idosos assistiam ansiosos à partida. Na orla, o jogo começou com chuva, houve quem dissesse que eram lágrimas alemãs que cruzaram o oceano, após a eliminação da seleção alemã. Cerca de 500 pessoas assistiram ao jogo no telão montado na Ponta Verde. Em cada torcedor brasileiro havia um pouco de treinador. Palpites, reclamações, gritos, opiniões, o torcedor foi dar força à Seleção, mas estava atento a cada situação. Ironizado durante a semana, Neymar se ?limpou? com o torcedor, reduzindo drasticamente o número de quedas no jogo contra a Sérvia. A maioria dos torcedores que estavam no local foi em grupo [famílias, amigos], mas uma torcedora em especial chamava a atenção. ?Tô aqui fechando as mãos não é com raiva, não, é para amarrar as pernas do adversário?, explicou a administradora aposentada Lêda Oliveira, 63 anos. Lêda estava logo na primeira fila próximo ao telão, e em cada lance era uma expressão facial diferente. Os grupos se dividiam entre apoio e conselhos. Fim do primeiro tempo, e Lêda revelou à reportagem que estava ali sozinha. Quem assistiu ao jogo e observou a fiel torcedora pensava que ali estavam seus amigos de torcida, ledo engano, ela sozinha firmou amizade ali no momento e alegrou todos ao redor. E dona Lêda representava também outro grupo de presença expressiva no local: as mulheres. Elas marcaram seu lugar e opinavam tecnicamente sobre cada detalhe da partida. De todos os gols, o mais certeiro é, sem dúvida, a presença feminina na Copa do Mundo Rússia 2018. Houve também quem quis brincar. Mesmo torcendo pelo Brasil, o estudante Rafael Ferreira, 16, foi assistir ao jogo vestido com a camisa da Argentina. * Sob supervisão da editoria de Esportes