Esportes
Batalha do Jaconi
Sem margem para erro. Não pode mais vacilar. Batalha final! Não há outro assunto a ser debatido, questionado, comentado neste sábado (24) que está marcado na história do futebol alagoano, antes mesmo de rolar a bola no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Juventude x CSA. O jogo mais importante do século para o Azulão do Mutange. Para quem não simpatiza com o esporte mais popular do mundo, difícil será entender a importância que norteia essa batalha válida pela 38ª (e última) rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Na final questão, o Azulão chega com banca de ?xodó? do futebol nordestino que encantou torcedores de outros times pelas belas exibições, excepcionalmente no primeiro turno, e direcionou as atenções para Alagoas, tirando o foco exclusivo dos tradicionais representantes do Nordeste (Sport, Bahia, Vitória e Ceará). O futebol alagoano respira. A Série B é reconhecida pela sua dificuldade absurda em qualquer clube figurar entre os quatro primeiros lugares por muito tempo. E para conseguir o acesso, então, é preciso suar muito a camisa e manter uma regularidade de bons resultados durante toda a competição. E o CSA seguiu nesse ritmo, aos trancos e barrancos, para se manter entre os melhores. Mas caiu. Caiu para a 5ª colocação da tabela de classificação da Segundona, com 59 pontos, depois de ser derrotado pelo Avaí, por 1 a 0, no último sábado, 17, em pleno Estádio Rei Pelé. Mas não tem desespero no Mutange, muito pelo contrário. Basta vencer o Juventude para carimbar o passaporte para a Série A do Brasileirão, algo inédito para Alagoas nos moldes atuais da competição. Entretanto, o já rebaixado Juventude promete entrar em campo pela honra do clube manchada durante toda temporada. ?Temos conversado muito de manter a hombridade, respeitar o clube, o torcedor, honrar os nossos compromissos até o fim para que a gente possa, pelo menos, terminar de cabeça erguida. Todo jogo é uma oportunidade para o jogador se mostrar. Estamos focados nos treinos para fazer um bom jogo dentro de casa, diante da nossa torcida. Não tivemos bons resultados, mas que nesse último jogo a gente possa fazer algo bom pelo torcedor?, garantiu o atacante Hugo Sanches. Como não poderia ser diferente, antes de viajar para o Sul do País, o técnico do CSA, Marcelo Cabo, fez questão de exaltar a importância da partida e pregou respeito ao Juventude justamente porque a equipe vai, sim, querer acabar o ano com o mínimo de dignidade frente à sua torcida. ?Sabemos da magnitude da partida. Sabemos que é o jogo mais importante do ano para o CSA, talvez, dos últimos tempos, mas temos que encarar tudo isso com muita tranquilidade, com muita sabedoria, precisando passar essa tranquilidade para os jogadores, para que a gente possa sair de casa sabendo o tamanho da nossa responsabilidade, mas encarando o Juventude como encaramos todos os adversários com quem jogamos fora de casa?, falou Cabo. ICÔNICA BATALHA Está óbvio que será mais uma enorme guerra no campo do adversário. Quem sabe, algo similar ao ocorrido em 26 de novembro de 2005, pela mesma Série B. A icônica ?Batalha dos Aflitos?, em Pernambuco, entre Náutico e Grêmio também valia acesso para a elite do futebol nacional. O clube gaúcho foi até Recife precisando pontuar para voltar a figurar entre os 20 mais do Brasil.