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Jaelson Marcelino: o rei do acesso alagoano

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?Aqui é trabalho, meu filho!?. A frase icônica do ex-técnico Muricy Ramalho, enquanto dirigiu o São Paulo entre os anos de 2006 a 2009 cairia como uma luva para explicar o momento vivido por um jovem treinador que vem se destacando no cenário do futebol alagoano: Jaelson Marcelino. Aos 43 anos de idade, Jaelson tem se acostumado a recolocar clubes do interior de Alagoas na elite do futebol estadual, chegando a ser apelidado de Rei do Acesso. Foi assim em 2016 com o Centro Esportivo Olhodaguense, o CEO, de Olho d?Água das Flores e no ano seguinte com o Dimensão Capela (antigo Dimensão Saúde). Nesta temporada não foi diferente e, o treinador foi um dos responsáveis pelo retorno do Jaciobá Atlético Clube, de Pão de Açúcar, à 1ª Divisão do Campeonato Alagoano. Há exemplo do que aconteceu em 2017, o acesso veio de forma emocionante e apenas na última rodada da Segundona Estadual. Na liderança com 12 pontos, o Jaciobá precisava somente de um empate contra o Sete de Setembro (2º com 9 pontos), em Murici, para ficar com o título da competição. Porém, o clube sertanejo acabou derrotado por 1 a 0 e só levantou o caneco devido ao saldo de gols ser maior que o do Sete. Chamado por muitos de Rei do Acesso, o ex-volante falou à Gazeta de Alagoas sobre o grande momento vivido em sua carreira e destacou o trabalho transparente como uma de suas principais características. ?A minha carreira é de vitórias. Como jogador fui nove vezes campeão e como treinador cinco vezes. É um momento muito especial na minha vida, conheço os atalhos, conheço bem essa competição. Não quer dizer que todo ano eu vou subir os times, mas tenho uma experiência muito grande. Os jogadores gostam muito de mim porque trabalhamos olho no olho, com transparência. Graças a Deus consegui três acessos seguidos, mas isso eu devo muito à minha família pelo apoio, atletas que se dedicaram e aos dirigentes que nos deram a tranquilidade para trabalhar?, contou. Em campo, o ex-jogador guarda na memória o gol que garantiu o título alagoano do ASA em 2000, quando o Alvinegro bateu o CSA por 1 a 0, no Estádio Rei Pelé. Desde os 14 anos no futebol, ele explica que se preparou para seguir a vida dentro do esporte, após abandonar as chuteiras. A despedida oficial aconteceu no Coruripe e completará seis anos no dia 21 de abril de 2019. ?Eu coloquei na minha cabeça a meta de conseguir trabalhar no meio da bola, até porque é difícil você passar muitos anos jogando e logo após assumir outra função, sem muito estudo. Mas, eu tive contato com o Celso Teixeira quando ele estava no Cuiabá e ele me deu a oportunidade de ser auxiliar dele. Aprendi muito com ele ao longo dos seis anos que estivemos trabalhando juntos. Posso dizer que sou fã do Celso?, explicou. Após retornar de Cuiabá, Jaelson Marcelino aceitou dirigir o Igreja Nova também pela 2ª Divisão do Alagoano. Ele também coleciona passagens por outros clubes do Nordeste, como Bahia de Feira, Lagartense-SE e Colo Colo-BA. Mas, foi no próprio Coruripe que o treinador alcançou a glória, sagrando-se campeão estadual em 2014, após bater o CRB na decisão. Já comandando o ASA em 2018, a chance de levantar mais um Alagoano escapou de maneira cruel. O Alvinegro que precisava apenas empatar com o CSA em Maceió para chegar às finais, acabou perdendo a vaga aos 52 minutos da etapa final, quando o azulino Boquita acertou um foguete da entrada da área, carimbando o passaporte do Azulão para a decisão. A cena ainda persiste na cabeça de Jaelson e, segundo ele, é um dos momentos marcantes de sua carreira como treinador.

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