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DEUSDIRA, um torcedor dentro de campo

Mais de três décadas depois, Alagoas volta a estar presente numa edição do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Desta vez, o representante veste azul e branco e atende por CSA. Não por acaso, o clube marujo adquiriu a patente com méritos e chega com banca de vice-campeão da Segundona da temporada passada. Dentro de campo, o Azulão conta com um símbolo quase divino para a torcida maruja: ?Deusdira?. Desde a ascensão à elite do futebol nacional, o CSA já conseguiu ser considerado pelos ?sabichões? e ?cornetas? futebolísticos como o primeiro rebaixado à Série B de 2020. Quanto a isso ou em resposta a essa crítica preconceituosa do eixo, o meio-campista Didira mandou o recado. ?Muitos têm olhado o CSA como ?patinho feio? da Série A. O time azulino vem mostrando que é grande, com os três acessos consecutivos [2016, 2017 e 2018]. Somos bicampeões alagoanos e isso confirma para quem estiver duvidando que o CSA vem forte também para a disputa da Série A?, falou Didira. Esse tem, de fato, moral para poder garantir essa boa futura campanha na elite. O arapiraquense chegou ao Mutange no dia 28 de novembro de 2015, trazido pelo presidente Rafael Tenório. Apresentação simples, com a camisa amarela de treino da Super Bolla e um palanque improvisado: desta maneira que o atual capitão marujo foi visto publicamente trocando o ASA pelo Centro Sportivo Alagoano. ?Lembro do dia que cheguei aqui. É tudo muito especial para mim porque à época era tudo improvisado. De lá para cá, muita coisa mudou: os treinamentos, fisioterapia, vestiários... chegar na Série A depois de passar por tudo isso é importante demais. O CSA é grande. Muitos acreditam que o CSA não vai chegar longe, que vai bater e voltar, e não é dessa maneira. Sabemos que o Brasileiro é difícil, mas a equipe está preparada?, rememorou. A temporada 2016 foi apenas o start de uma trajetória, particularmente, de sucesso com o manto azul e branco. Disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, acesso à Série C do ano seguinte garantido e, na final contra o Volta Redonda, vice-campeonato assegurado. Em 2017, a maré positiva seguiu e ganhou mais força. Outro acesso, desta vez rumo à Série B e título brasileiro da Terceira Divisão: o primeiro título nacional na história de Alagoas.