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‘DEUSDIRA’

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PRESENTE NO CSA DESDE 2015, MEIA COLHE AGORA A GLÓRIA DA ELITE DO BRASIL Muitos têm olhado o CSA como ?patinho feio? da Série A. Mas o Azulão vem forte para disputar a elite? DIDIRA Meio-campista símbolo do CSA MAURÍCIO MANOEL* ESTAGIÁRIO Mais de três décadas depois, Alagoas volta a estar presente numa edição do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Desta vez, o representante veste azul e branco e atende por CSA. Não por acaso, o clube marujo adquiriu a patente com méritos e chega com banca de vice-campeão da Segundona da temporada passada. Dentro de campo, o Azulão conta com um símbolo quase divino para a torcida maruja: ?Deusdira?. Desde a ascensão à elite do futebol nacional, o CSA já conseguiu ser considerado pelos ?sabichões? e ?cornetas? futebolísticos como o primeiro rebaixado à Série B de 2020. Quanto a isso ou em resposta a essa crítica preconceituosa do eixo, o meio-campista Didira mandou o recado. ?Muitos têm olhado o CSA como ?patinho feio? da Série A. O time azulino vem mostrando que é grande, com os três acessos consecutivos [2016, 2017 e 2018]. Somos bicampeões alagoanos e isso confirma para quem estiver duvidando que o CSA vem forte também para a disputa da Série A?, falou Didira. Esse tem, de fato, moral para poder garantir essa boa futura campanha na elite. O arapiraquense chegou ao Mutange no dia 28 de novembro de 2015, trazido pelo presidente Rafael Tenório. Apresentação simples, com a camisa amarela de treino da Super Bolla e um palanque improvisado: desta maneira que o atual capitão marujo foi visto publicamente trocando o ASA pelo Centro Sportivo Alagoano. ?Lembro do dia que cheguei aqui. É tudo muito especial para mim porque à época era tudo improvisado. De lá para cá, muita coisa mudou: os treinamentos, fisioterapia, vestiários... chegar na Série A depois de passar por tudo isso é importante demais. O CSA é grande. Muitos acreditam que o CSA não vai chegar longe, que vai bater e voltar, e não é dessa maneira. Sabemos que o Brasileiro é difícil, mas a equipe está preparada?, rememorou. A temporada 2016 foi apenas o start de uma trajetória, particularmente, de sucesso com o manto azul e branco. Disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, acesso à Série C do ano seguinte garantido e, na final contra o Volta Redonda, vice-campeonato assegurado. Em 2017, a maré positiva seguiu e ganhou mais força. Outro acesso, desta vez rumo à Série B e título brasileiro da Terceira Divisão: o primeiro título nacional na história de Alagoas. Quando se achava que o time do Mutange foi longe das expectativas e o discurso era de permanecer na Segundona, a comitiva liderada por Rafael Tenório mostrou que Alagoas poderia chegar no topo. E chegou. A temporada 2018 reapresentou ao Brasil a força do único nordestino a chegar numa final de campeonato internacional ? em 1999, sendo vice-campeão contra o Talleres-ARG ?, ao conquistar o acesso à Série A do Brasileiro e, novamente, conseguir mais um vice-campeonato nacional na história do Azulão. Nesse curto e vitorioso espaço de tempo, o arapiraquense Didira, ao lado do lateral esquerdo Rafinha e do zagueiro Leandro Souza ? únicos remanescentes das campanhas dos acessos ?, caíram no gosto do torcedor e são idolatrados desde então. Carinho mútuo entre o boleiro e os amantes azulinos. ?Minha identidade com o CSA é uma coisa tremenda. É uma valorização que até eu me surpreendi depois de tudo que passei por sair do ASA. Me abraçaram de uma maneira que não esperava. A torcida construiu um carinho muito grande por mim. Eu venho construindo uma historia muito grande aqui, então, para mim, é gratificante. Quando cheguei aqui não tinha divisão, apenas o Estadual e daí fomos construindo o CSA novamente. O Azulão nunca deixou de ser grande, estava um pouco apagado por não ter competições para disputar. E hoje saber que está no cenário nacional é gratificante?, disse. A estreia do Azulão é fora de casa, no Castelão, contra o Ceará, às 16h deste domingo (28). Trajetória árdua, de 38 rodadas de caráter decisivo na busca pelo primeiro objetivo, que é alcançar a permanência para 2020. Didira sabe dos percalços a serem trilhados, já que em 2011 teve a oportunidade de disputar a competição com o Atlético-MG. ?Tive o prazer de disputar a Primeira Divisão e voltar a jogá-la é realmente muito especial, ainda mais por um clube alagoano, da minha terra. Espero que eu e o CSA possamos ter uma campanha muito boa na Série A. Quem sabe já na estreia marcando gol porque é muito importante, dá moral?, disse Didira, que balançou as redes adversária três vezes neste ano. Mesmo vivendo uma lua de mel, o símbolo da torcida maruja faz um apelo: manter viva a empolgação e incentivo nos jogos, mesmo sabendo que seja uma disputa com grande disparidade técnica e financeira contra os gigantes do futebol nacional. ?Sabemos como é a nossa torcida, que sempre cobra e quer sempre os melhores resultados. No entanto, a Série A é difícil, onde é necessário ter um pouco mais de tranquilidade, paciência, porque existem grandes times. É fundamental o apoio da torcida para que possamos nos superar jogo a jogo. Não terá jogo fácil. Haverá momentos em que precisaremos nos segurar lá atrás e espero que possam nos apoiar mesmo assim?, acredita ?Deusdira?. Essa provação de jogo reativo será testada já desde a segunda rodada, contra o atual campeão Palmeiras. À Gazeta de Alagoas, o impávido Didira já adiantou o que aguarda ansiosamente a estreia da equipe pela competição no Estádio Rei Pelé. Segundo ele, o técnico Marcelo Cabo traçou os pontos a serem explorados diante do Alviverde.

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