Esportes
Flecha Fulniô

Manoel dos Santos, o Mané Garrincha (1933-1983), um dos maiores jogadores do futebol mundial de todos os tempos, bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira na Suécia (1958) e no Chile (1962), tem suas raízes plantadas em Alagoas. Seu pai, Amaro Francisco dos Santos, é alagoano de Quebrangulo, que como o avô do jogador, Manoel Francisco, vivia como índio nômade, fugindo do julgo da escravidão imposta pelo colonialismo, até a chamada diáspora fulniô, quando parte da tribo fugiu de Águas Belas, em Pernambuco, para terras alagoanas. A vida de Garrincha é uma história de tirar o fôlego. A Gazeta mostra a seguir os vínculos do inventor do futebol arte com sua terra mater, onde chegou a jogar e a vestir o manto sagrado do Centro Sportivo Alagoano (CSA) e do gigante alvinegro ASA de Arapiraca; depoimentos de jogadores alagoanos, também campeões do mundo, como Dida e Zagallo, que jogaram com Mané nas copas, e toda a trajetória do craque, da glória ao ocaso. A reportagem chega em momento oportuno. Na semana passada, a Federation Internationale de Football Association (Fifa), organizadora da Copa do Mundo de Futebol de 2014, no Brasil, trocou o nome de batismo Mané Garrincha da nova arena de Brasília por Estádio Nacional, inclusive nas peças de publicidade e em todo o material impresso, como convites e ingressos. *Mário Lima é jornalista e pós-graduando em Jornalismo Esportivo pela Faculdade Pitágoras (MG), com a tese a ser apresentada O anjo indomável e suas raízes em Alagoas A ancestralidade (como tradução) do maior gênio da bola.