Esportes
Diretor da CBF diz que MP pode levar futebol à falência

Diretor financeiro da CBF, Rogério Caboclo analisou, no programa Seleção SporTV de ontem, a decisão dos clubes da Série A do Brasileiro de não aderirem ao parcelamento das dívidas com a União enquanto a Medida Provisória 671, proposta pelo governo federal, for mantida sem ajustes. Segundo o dirigente, o texto inicial é prejudicial ao futuro do futebol brasileiro e poderá levá-lo à falência em prazo curto. Não diria a CBF. Diria que o futebol brasileiro, formado por clubes, federações e CBF, entendem que a medida provisória, do jeito que foi constituída, é inexequível. É algo que ao invés de facilitar, melhorar, aprimorar e salvar financeiramente o futebol brasileiro, pode levá-lo à falência em prazo curto, afirmou, por telefone. O artigo que prevê que clubes que aderirem ao refinanciamento dos débitos percam o benefício caso participem de torneios organizados por entidades que não limitam mandatos de dirigentes é visto como inconstitucional pela entidade máxima do futebol brasileiro. Outros artigos, como o que exige que os clubes centralizem suas receitas em uma instituição financeira e o que limita os gastos com futebol a 70% das receitas, também não agradam aos clubes e à confederação.