Esportes
Rio-2016: mídia destaca poluição
Jornais e veículos de comunicação internacionais já haviam demonstrado a sua preocupação em relação à poluição das águas do Rio de Janeiro, principalmente, nos locais de disputas olímpicas e paralímpicas em 2016. Ontem, um estudo sobre a qualidade da água feito pela Universidade Feevale e divulgado pela agência de notícias Associated Press, apontou níveis perigosamente altos de vírus e bactérias de esgoto humano, capazes de trazer doenças e até de impedir os atletas de completarem as provas. Os resultados dos testes feitos por especialistas em lugares como Marina da Glória, Baía de Guanabara, Copacabana, Ipanema e Lagoa são alarmantes e têm surtido efeitos nos competidores que treinam no Rio, dentre eles, febres, vômitos, diarreias e outros problemas estomacais. A notícia teve grande repercussão na imprensa internacional. O New York Post estampou uma foto do lixo Baía de Guanabara e entrevistou o diretor médico do Comitê Olímpico Internacional, Richard Bidgett. O dirigente analisou a investigação feita pela AP e disse que a entidade e as autoridades devem manter o seu programa de testes para determinar se os atletas estão seguros. Nós temos garantias da Organização Mundial de Saúde e de outros assegurando que não há riscos significativos para a saúde dos atletas, disse Bidgett. A rede de televisão americana NBC News destacou que a poluição das águas pode ser sentida pelo ar e reproduziu uma declaração de um biólogo marinho ouvido pela AP. O veículo ainda recuperou uma declaração do prefeito do Rio, Eduardo Paes: Garanto que as instalações dos Jogos Olímpicos estarão prontas a tempo. 100%. E eu posso assegurar a você: este será o maior legado da história em Olimpíadas.