Esportes
COI SUSPENDE COB DO MOVIMENTO OLÍMPICO
A pior crise na história do esporte nacional ocorre apenas um ano depois que o Rio sediou os primeiros Jogos na América do Sul e que teria de ser um trampolim para transformar o Brasil em um país olímpico. Aconselhado por advogados e pressionado por patrocinadores, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomou a decisão inédita de cortar relações com um país que acaba de ser sede de seu maior evento. A meta é a de blindar sua reputação diante de uma crise que, segundo fontes envolvidas no processo judicial, poderá revelar ainda uma dezena de nome de dirigentes implicados na corrupção. Mas as medidas adotadas pelo COI não se limitaram ao dirigente. A decisão foi suspender o COB de toda sua relação com a entidade internacional. O COB e seu presidente, Carlos Nuzman, foram responsáveis pela candidatura do Rio de Janeiro em 2009. Portanto, o Conselho Executivo do COI toma as seguintes medidas com efeitos imediatos: suspender provisoriamente o COB, afirma a nota oficial. A decisão foi tomada depois que a Comissão de Ética do COI concluiu que o escândalo de compra de votos e sua prisão no Brasil era grave e urgente. Para o órgão presidido pelo ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, a crise tem um impacto na reputação do COI e, portanto, uma ação teria de ser adotada. A Comissão de Ética admitiu que, diante do andamento do processo no Brasil não está em uma posição para fazer uma recomendação sobre o valor das alegações sobre a compra de votos. Portanto, a Comissão decide manter as investigações, explicou.