Esportes
Tifanny defende cotas para trans
Cansada de segurar a barra por ser a primeira transexual a disputar a Superliga feminina de vôlei, a oposta Tifanny Abreu, do Vôlei Bauru, descartou a criação de uma liga exclusiva para trans, mas apontou o sistema de cotas como uma solução para evitar a exclusão de atletas que vivem a mesma situação que ela. A ideia é adotar o esquema já usado com jogadores estrangeiros e olímpicos para equilibrar as competições. Funciona assim: cada atleta possui uma pontuação no ranking geral, e os times precisam respeitar uma meta de pontos na hora de montar seus elencos, evitando que reforcem as equipes de modo desigual. Nós temos cotas para jogadoras estrangeiras, e por que não uma cota para jogadoras trans? Nós temos pontuação para uma jogadora olímpica, e por que não uma pontuação para jogadoras trans? Se ela for boa o suficiente, vai ter a sua pontuação. Se ela não for boa, vai ter a sua cota, disse Tifanny. Para ela, ao invés de incluir, a proposta de criar uma liga apenas para transexuais acaba por excluir ainda mais os atletas dessa condição do esporte.