Esportes
Destaques da Taça das Grotas despertam olhares de clubes
Para muitos, nascer e crescer numa comunidade carente significa encontrar dificuldades pelo caminho. Mas isso não se aplica ao futebol, principalmente no Brasil. Isso porque, vir de origem humilde passa a ser condição obrigatória para se tornar um grande jogador. Exemplos são Pelé, Garrincha, Ronaldinho Gaúcho, Adriano Gabiru, Aloísio Chulapa, que vieram de famílias humildes e brilharam no esporte bretão. O sonho de mudar a vida por meio do futebol sobrevive, mesmo em tempos de tecnologia, estudo, concurso público, e também das tentações do submundo das drogas e da violência. Em Alagoas, a Taça das Grotas, idealizada pelo governo de Alagoas, por meio da Secretaria do Esporte, Lazer e Juventude (Selaj) e ação integrante do programa Vida Nova nas Grotas, foi criada em 2017 justamente com este objetivo: promover a integração entre as comunidades e a inclusão social via esporte. Revelar atletas não está entre as primeiras ideias da competição, mas o fato é que os jovens atletas, entre 14 e 17 anos, ocupados com as aulas, os treinos e os jogos, irão render muito mais e, assim, chamar a atenção. A competição chegou ao fim nesta 2ª edição no dia 9 de maio, e alguns atletas já colhem frutos do torneio. Lucas Alex, 17, disputou a competição do ano passado pela Grota São Jorge e foi o artilheiro, com cinco gols. Na ocasião, ele foi descoberto por clubes do Nordeste e logo recebeu convites. Meu treinador conhece muita gente, apresentou vídeos meus e apareceram alguns clubes interessados. Recebi convites do América-RN, do Vitória-BA, mas escolhi o ABC, disse. Prestes a deixar a casa dos pais e os amigos com quem construiu um vínculo de amizade, Lucas afirma que ainda tem compromissos a cumprir na capital alagoana. Tenho que terminar o ano na escola e cumprir o que combinei com meus amigos. As equipes que eu defendo, vou jogar até o final e fazer o meu melhor, disse, na ocasião.