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CBF está na mira da Polícia Federal

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) volta a ser notícia na esfera policial. O procurador da República Bruno Acioli determinou à Delegacia de Polícia Fazendária (Delefaz), da Polícia Federal, instauração de inquérito policial para apurar eventual prática de irregularidades nos pagamentos dos salários de dirigentes e funcionários da CBF, considerados fora da realidade brasileira. Reportagem publicada pelo JORNAL DOS SPORTS, em junho de 2003, na qual revelou os salários de 138 funcionários da entidade, motivou o deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR) a fazer uma representação contra a CBF na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. O pedido do deputado foi encaminhado à Procuradoria, no Rio de Janeiro, pelo procurador Geral, Cláudio Fontelles. A Delefaz investigará as denúncias e, depois da conclusão do inquérito policial, remeterá novamente para a Procuradoria-Geral. Caso haja alguma irregularidade, a PGR poderá solicitar abertura de processo contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o secretário-geral, Marco Antônio Teixeira, e todos os diretores que ocupam cargos na área financeira da entidade. Ex-sub-relator da CPI que virou a CBF pelo avesso e atualmente integrante da Comissão do Estatuto do Desporto, o deputado Doutor Rosinha recebeu ontem a notícia sobre a abertura de inquérito com um misto de surpresa e satisfação. Apesar da demora, já faz tanto tempo, fico feliz com a decisão da Justiça. Espero que outras denúncias contra Ricardo Teixeira sejam investigadas, comemorou. Doutor Rosinha, incansável na luta pela moralização do futebol e no banimento dos maus dirigentes, disse que todas as denúncias contra os dirigentes da CBF têm fundamento por estarem baseadas em documentos. Nunca fizemos denúncias vazias. Como há graves indícios de irregularidades na administração de Ricardo Teixeira, espero que resulte em algo. Os salários dos funcionários da CBF já foram alvo, a pedido da Câmara dos Deputados, de uma minuciosa investigação do Conselho Federal de Contabilidade, que detectou várias distorções na folha salarial da entidade. Por exemplo, os salários de Zagallo e Carlos Alberto Parreira, juntos, somam mais de R$ 700 mil. Amanhã, na Câmara, o deputado federal Gilmar Machado (PT-MG), relator da Comissão Especial que analisa as emendas ao Estatuto do Desporto, dará parecer sobre o assunto. A questão mais polêmica é a de limitar o mandato dos cartolas em quatro anos com direito a reeleição. Doutor Rosinha, no entanto, pareceu estar preocupado. Ricardo Teixeira e os presidentes de Federações têm muita influência no parlamento. Por isso, acho que dificilmente a emenda de limitação de mandato passará na Comissão. Aos clubes interessa ficar do jeito que está porque todos querem, de alguma forma, uma ou outra benesse, afirmou.

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