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Daniele critica Oleg e diz que faria tudo de novo

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Em entrevista ao jornal O Globo, Daniele Hypólito fez críticas ao ucraniano Oleg Ostapenko, que dirige a seleção brasileira de ginástica e afirmou que, se pudesse voltar no tempo, eu teria feito o mesmo. Eu sempre fui uma atleta que li no jornal que não tinha chances de medalha, mas sempre dava resultado. É chato saber pelos jornais o que o técnico fala a seu respeito, criticou Daniele. Meses antes da Olimpíada, Oleg Ostapenko declarou que Daiane dos Santos era a única brasileira com chances de medalha em Atenas - opinião que acabou sendo comprovada nos Jogos, em que só a gaúcha ficou entre as cinco primeiras colocadas em uma das provas. Na quinta-feira passada, Daniele questionou aos berros a opção do treinador por escalá-la para um -e não três- provas na Copa do Mundo, realizada no último fim de semana, em São Paulo. Em seguida, a ginasta abandonou a etapa e a seleção permanente, voltando a treinar no Rio de Janeiro. Três semanas antes da etapa paulista, Oleg havia declarado que Daniele estava acima do peso -e por isso não viajou para a etapa de Cottbus da Copa do Mundo, em março. No dia anterior à fuga, a ginasta chorou durante o treino ao ser repreendida pelo desempenho fraco nos exercícios. Não é mágoa. É algo que vai juntando, juntando e, um dia, você não agüenta. Estoura. Não guardo mágoa dele (Ostapenko), nem de ninguém. Só não achei justo o que ele estava fazendo comigo, disse Daniele. Eu recuperei o respeito próprio, que havia perdido. Se pudesse voltar no tempo, eu teria feito o mesmo. Agora, a ginasta treina no Flamengo, com uma treinadora da equipe juvenil, Viviane Cardoso. O clube não conta com nenhum técnico de alto nível para a ginástica feminina. Para Daniele, isto não é problema. O atleta faz o treinador, disse a O Globo. Para retornar à seleção, Daniele terá de aprender a lição, nas palavras da presidente da CBG, Vicélia Florenzano. O futuro a Deus pertence, mas a atitude dela foi muito grave. Não basta agora ela vir e simplesmente pedir desculpas. Ela vai ter de aprender com o erro dela, disse a dirigente, que afirmou que a ginasta pode, um dia, voltar à seleção. Mesmo sabendo que a cúpula da seleção está revoltada com sua atitude, Daniele se diz disposta a conversar apenas se for procurada. Se ela (Vicélia) quiser conversar, ela tem os meus números e pode ligar, marcar uma reunião aqui, em São Paulo ou onde desejar. Vou estar disposta a conversar. Não estou fechada quanto a voltar à seleção. Eu amo representar o Brasil.

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